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Análise: rendição não é uma opção para os ucranianos

Para Vitelio Brustolin, fim dos ataques russos só seria possível sem Putin no poder

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Professor Vitelio Brustolin avalia que uma trégua entre Rússia e Ucrânia não está no horizonte próximo.
  • Conflito afeta segurança alimentar, com ataques a instalações de exportação e navios no Mar Negro.
  • Rendição da Ucrânia não cessaria as mortes, pois haveria purgação dos defensores do país.
  • Para os russos, parar a guerra significaria a retirada de Putin do poder, dificultando um acordo de paz.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma trégua entre Rússia e Ucrânia não está no horizonte próximo, avalia o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin. Em entrevista ao Conexão Record News, ele analisa os reflexos do conflito, especialmente quanto à questão da segurança alimentar, e reflete sobre as posições de Moscou e Kiev após mais de quatro anos de guerra.

Em meio às denúncias da Turquia de que ataques de drones atingiram navios civis no Mar Negro na segunda-feira (3), teme-se que uma escalada traga repercussões negativas para o preço dos alimentos. Tanto Rússia quanto Ucrânia, importantes exportadoras agrícolas, têm atacado instalações de exportação e navios comerciais uma da outra na região nas últimas semanas.


Brustolin: É ilusão pensar que, se a Ucrânia desistisse de se defender, cessariam as mortes Reprodução/ Record News - 12.05.2025

“Essa questão dos alimentos escoados do Mar Negro, que precisam passar por dois estreitos ali da Turquia, para chegar ao Mar Egeu e ao resto do mundo, tinha sido amenizada. Mas isso, nesse momento, foi abalado”, pontua o especialista. Ao mesmo tempo, ele diz que é uma ilusão pensar que, se a Ucrânia desistisse de se defender, cessariam as mortes e a guerra. “Na verdade, seriam purgados os que defenderam a Ucrânia.”

Para os ucranianos não há opção, porque, mesmo que eles se rendessem, muita gente seria morta. E, para os russos, a opção seria parar a guerra nesse momento, mas aí o Putin não ficaria no poder. Ou seria retirado e preso, ou seria morto, porque levou o país a uma guerra bastante destrutiva para a Rússia. Então, dos dois lados existe resistência a parar a guerra e fazer qualquer tipo de trégua, e enxergar um acordo de paz”, conclui Brustolin.

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