Aliados dos EUA no Oriente Médio fazem acenos à China, diz professor
Pequim pede retomada de negociações e critica sanções econômicas ao Irã
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Em meio à intensificação das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã, a China pediu a retomada das negociações. Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, a prioridade máxima se baseia em reduzir a escalada da tensão no Oriente Médio e restaurar a paz.
De acordo com o comunicado chinês, o país se disponibiliza para fortalecer uma coordenação com o Kuwait a fim de continuar contribuindo para a retomada da estabilidade na região.
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Além disso, o ministro chinês afirmou que Pequim vai fazer o que for necessário para proteger os direitos do país em meio às novas sanções econômicas dos Estados Unidos contra o Irã.
“Não é de graça que o ministro paquistanês foi visitar o Irã. O Paquistão é o maior aliado da China[...] O Paquistão é o grande inimigo da Índia e a Índia é o grande concorrente da China [...]; eles estão preocupados com a escalada e estão tentando acalmar a situação”, argumentou o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, em entrevista ao Conexão Record News.
“Qatar, o próprio Paquistão, que era um aliado dos Estados Unidos e se transformou num fortíssimo aliado chinês, a Arábia Saudita, todos eles estão percebendo aquela frase que está no artigo do Foreign Affairs [importante revista de análise internacional]: os Estados Unidos estão perdendo espaço no Oriente Médio. Atenção a isso”, completou.
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