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O que retirada de 5.000 soldados dos EUA da Alemanha tem a ver com Irã, segundo jornal

Berlim conta com o maior contingente de tropas americanas na Europa

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Departamento de Guerra dos Estados Unidos anunciou que está retirando 5.000 soldados da Alemanha.
  • Os militares serão redistribuídos dentro do território americano e em outras bases no exterior.
  • Fontes do 'The New York Times' apontam que a decisão foi impulsionada após os comentários de Friedrich Merz sobre a guerra no Irã.
  • Berlim reúne atualmente o segundo maior contingente de tropas americanas no exterior.

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Donald Trump e Friedrich Merz se encontraram na Casa Branca em março Divulgação/White House

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos anunciou, na sexta-feira (1), que está retirando 5.000 soldados da Alemanha. A saída será concluída ao longo dos próximos seis a 12 meses, segundo comunicado divulgado pelo Pentágono.

Os militares serão redistribuídos dentro do território americano e em outras bases no exterior. Fontes ouvidas pelo The New York Times afirmam que as medidas devem fazer com que o contingente americano na Europa retorne ao nível de 2022, antes do início da guerra na Ucrânia.


O jornal lembra ainda que, no ano passado, o Pentágono reposicionou uma brigada na Romênia e não enviou forças de substituição.

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O que a retirada tem a ver com a guerra no Irã?

O Departamento de Guerra, por sua vez, já vinha considerando reduzir a presença militar na Alemanha. No entanto, altos funcionários consultados pelo NYT apontam que a mais recente decisão do governo americano foi impulsionada após os comentários do primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, sobre a guerra no Irã.


Na semana passada, Merz afirmou que o país persa havia “humilhado” os Estados Unidos. “Os americanos claramente não têm estratégia”, disse o premiê, questionando como Trump pretendia encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro.

O republicano reagiu ao comentário por meio das redes sociais. “Os Estados Unidos estão estudando e avaliando uma possível redução de tropas na Alemanha, com uma decisão a ser tomada em um curto período de tempo”, escreveu.


Posteriormente, Trump retomou o assunto. “O chanceler da Alemanha deveria dedicar mais tempo a acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia (onde tem sido totalmente ineficaz!) e a resolver os problemas de seu país, especialmente imigração e energia, e menos tempo a interferir com aqueles que estão eliminando a ameaça nuclear iraniana, tornando o mundo, incluindo a Alemanha, um lugar mais seguro!”, disse ele.

Ao anunciar a decisão, um alto funcionário do Pentágono afirmou ao NYT que a falta de contribuição de Berlim na guerra contra o Irã frustrou o governo americano.


O que muda agora?

A Alemanha concentra a maior presença das Forças Armadas dos EUA na Europa, com cerca de 35 mil militares na ativa, além de funcionar como um importante centro de treinamento. Mesmo com a retirada de 5.000 soldados, o país deverá manter essa posição no continente.

Em escala global, Berlim reúne atualmente o segundo maior contingente de tropas americanas no exterior, atrás apenas do Japão.

Segundo o NYT, autoridades afirmam que os EUA dependem de suas bases na Alemanha para conduzir diversas operações no Oriente Médio, na Europa e na África.

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