Logo R7.com
RecordPlus

Ao menos 60 jornalistas foram mortos no mundo em 2014, diz ONG

O número de mortos deste ano representa uma queda em relação a 2013

Internacional|Do R7

  • Google News

Pelo menos 60 jornalistas foram mortos no mundo este ano em casos de violência relacionados ao trabalho, e o Oriente Médio foi a região mais perigosa, disse nesta terça-feira (23) o CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas) em relatório de final de ano.

O número de mortos em 2014 representa uma queda em relação a 2013, quando 70 jornalistas morreram devido à violência relacionada ao trabalbo, disse o grupo sediado em Nova York. O CPJ está investigando as mortes neste ano de ao menos mais 18 jornalistas para determinar se houve alguma relação com a profissão.


Quase metade das mortes de jornalistas neste ano aconteceu no Oriente Médio. A Síria foi o país mais letal para a imprensa pelo terceiro ano seguido, com ao menos 17 jornalistas mortos em meio à guerra civil.

O conflito na Síria, iniciado em 2011, já deixou 69 jornalistas mortos, de acordo com o CPJ.


Estado Islâmico tenta vender corpo de jornalista norte-americano pela internet por R$ 2,6 milhões

Os três últimos anos foram os mais violentos desde que o CPJ começou a documentar as mortes de jornalistas, em 1992, disse a entidade.


Quase um quarto dos jornalistas mortos em 2014 trabalhavam para órgãos internacionais de imprensa, cerca de duas vezes a proporção que o CPJ registrou nos últimos anos, disse a organização.

Entre os correspondentes internacionais mortos está Anja Niedringhaus, fotógrafa da Associated Press que foi morta a tiros no Afeganistão, em abril, enquanto cobria as eleições no país.


Um repórter freelance dos EUA e um jornalissta freelance norte-americano-israelense foram mortos por militantes do Estado Islâmico, grupo que tomou grandes porções de território do Iraque e da Síria.

O trabalho mais comum realizado pelos jornalistas mortos era repórter de emissora, representante 35% do total de vítimas, disse o CPJ. Depois vieram os fotógrafos e cinegrafistas, com 27%.

O CPJ considera um caso relacionado ao trabalho quando a equipe da organização está "razoavelmente certa" de que o jornalista foi morto em represália direta por seu trabalho, no fogo cruzado durante combates ou durante a realização de uma tarefa perigosa.

Agentes da ditadura que assassinaram jornalista são condenados no Chile

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.