Logo R7.com
RecordPlus

Entenda a ameaça de ataques em terra dos EUA contra tráfico após rotular PCC e CV como terroristas

Secretário de guerra critica influência de China e Rússia e cita apoios de Equador e Colômbia para eliminar criminosos na América Latina

Internacional|Do R7, com Reuters

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA planejam operações em terra contra o narcotráfico na América Latina, semelhantes às ações marítimas já realizadas.
  • Facções criminosas PCC e CV foram classificadas como terroristas pelos EUA, mas não haverá intervenção militar no Brasil.
  • Colômbia e Equador são parceiros chave dos EUA no combate ao narcotráfico na região.
  • A influência de países como China e Rússia na América Latina é criticada, mas os EUA afirmam respeitar a soberania nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Reprodução em GIF/EUA divulgam vídeo de ataque letal contra embarcação do narcotráfico no Caribe (00:00)
EUA prometem atacar narcotraficantes assim como 'embarcações de transporte de drogas' Reprodução/Reuters – 16.11.2025

O secretário americano de guerra, Peter Hegseth, afirmou na última quarta-feira (12) que os Estados Unidos farão operações em terra contra o narcotráfico na América Latina nos mesmos moldes das “ações contra as embarcações de transporte de drogas”.

Mais de 200 pessoas já morreram em ataques das Forças Armadas dos EUA a barcos que, supostamente, carregavam drogas no Oceano Pacífico e no Caribe. A Casa Branca não apresentou provas de que eram criminosos.


“Como vocês viram com as ações contra as embarcações de transporte de drogas, o mesmo se aplica às organizações de tráfico de drogas em terra: o efeito é o mesmo. Por isso, estamos trabalhando com o Equador, com a Colômbia e com parceiros para combater essas organizações em terra”, disse na última quarta-feira.

Em junho, o governo americano classificou as facções criminosas PCC e CV como terroristas, mas assegurou que qualquer intervenção militar no Brasil estava descartada. “A nossa lei é muito clara”, disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, em entrevista exclusiva ao R7.


Hegseth advertiu que, “onde quer que vocês trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou nossos parceiros, vocês serão um alvo, assim como o Isis ou a Al-Qaeda”.

“Passamos 25 anos aperfeiçoando a cadeia de neutralização de alvos — a capacidade de identificar e atacar redes do outro lado do mundo. Que tal aplicarmos essas competências, com os melhores profissionais americanos, aqui mesmo?”, questionou.


“Foi por isso que falei sério ao dizer que os cartéis estão sendo advertidos: desde o tráfico de cocaína até o fentanil e as áreas de controle no México. Trata-se de um combate em rede que estamos capacitando o Comando Sul dos EUA e o Comando Norte dos EUA a executar de forma implacável em todo o Hemisfério Ocidental”, afirmou.

Reforço da Colômbia

Secretário de guerra deu declarações em meio a região de selva no Panamá Reprodução/Reuters

Com a eleição do presidente de direita da Colômbia, Abelardo De La Espriella, o secretário de guerra avisou que o reforço do país latino-americano será fundamental no combate ao narcotráfico.


“Com a Colômbia entrando em cena e, depois, as mudanças na Venezuela — viabilizadas pela capacidade militar dos Estados Unidos em Fort Tiuna (em Caracas) — nós mudamos. Aliás, gostaria de ressaltar: não há amigo melhor nem inimigo pior do que a América. É melhor não comprar briga conosco quando dispomos de capacidade militar, mas, quando surgem problemas — como na Colômbia ou na Venezuela —, somos os primeiros a chegar”, frisou.

“Levamos aqueles magníficos helicópteros Chinook e aviões C-17 abarrotados de especialistas e suprimentos; foi isso que fizemos na Colômbia e na Venezuela, e a Colômbia será uma parceira incrível”, lembrou.

Influência da China e da Rússia

O membro do governo Trump disse ainda que “atores estrangeiros”, como russos, chineses e iranianos, trazem influências para a América Latina, mas reforçou que as baterias antiaéreas russas falharam quando foram testadas pelos americanos na invasão à Venezuela para capturar Nicolás Maduro.

“Está mais do que claro que os EUA são o parceiro de escolha. Há muitos atores estrangeiros que trazem outras influências, sejam eles a China, a Rússia ou o Irã. Veja bem, foram os sistemas de defesa aérea russos que deveriam ter defendido Caracas, mas não funcionaram. Havia guardas cubanos que deveriam ter protegido Maduro, mas não conseguiram”, iniciou.

“Agora vemos cubanos e russos sendo expulsos da Venezuela, vemos um novo governo na Colômbia e vemos novos contratos portuários em ambos os lados do Canal do Panamá”, completou.

Apesar das advertências, Hegseth disse que os americanos respeitam a soberania nacional.

“O que acontece com alguns desses outros países — seja a China, a Rússia ou o Irã — é que há muita exploração e busca por interesses próprios. Os EUA chegam querendo respeitar a soberania local e encontrar formas de cooperação mútua que sejam benéficas para vocês, que empoderem sua população e tragam prosperidade ao seu país”, encerrou.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.