Senado suíço deve analisar acordo Mercosul-EFTA até setembro
Se aprovado pelos países do bloco, acordo dará ao Brasil acesso a mercado com PIB de US$ 1,4 trilhão
Internacional|Deborah Hana Cardoso, da RECORD
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Assinado em 2025, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) deve avançar no Parlamento da Suíça até setembro deste ano. O país é um dos quatro integrantes do bloco europeu, ao lado de Islândia, Liechtenstein e Noruega.
À RECORD, a Embaixada da Suíça informou que o governo suíço aprovou o texto e o encaminhou ao Parlamento em 25 de fevereiro de 2026. O acordo está agora em análise pelo Conselho dos Estados, equivalente ao Senado, que deve se pronunciar até setembro. Depois, o texto seguirá para o Conselho Nacional, equivalente à Câmara dos Deputados.
Segundo a embaixada, o cronograma está dentro do previsto pelo país.
O acordo foi assinado em setembro de 2025, após negociações iniciadas entre os dois blocos. Para entrar em vigor, ainda depende da conclusão dos procedimentos internos de ratificação dos países da EFTA.
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A EFTA reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Juntos, os quatro países têm um PIB (Produto Interno Bruto) de aproximadamente US$ 1,4 trilhão e estão entre as economias com maior renda por habitante do mundo.
Para o Brasil, a abertura desse mercado amplia as possibilidades de comércio com países europeus e contribui para a diversificação dos parceiros comerciais.
No Legislativo brasileiro, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado acompanhou as negociações e promoveu encontros com parlamentares dos países da EFTA.
O presidente da comissão, senador Nelsinho Trad, afirmou que o Brasil já concluiu o processo de ratificação e que, agora, o avanço depende dos procedimentos internos dos países europeus.
“As negociações foram concluídas, o acordo foi assinado em setembro de 2025 e o Brasil já concluiu sua ratificação. Agora, o avanço depende dos procedimentos internos dos países da EFTA para que o acordo comece a entrar em vigor”, disse.
Segundo Trad, além dos trâmites parlamentares, questões ambientais também influenciaram a discussão em alguns dos países do bloco. Suíça e Noruega apresentaram preocupações relacionadas à sustentabilidade e ao desmatamento.
“Na Islândia, não houve resistência na mesma dimensão, e o Parlamento autorizou o governo a ratificar o acordo. Em Liechtenstein, também não identificamos uma oposição comparável à Suíça”, afirmou.
A RECORD procurou a Embaixada da Noruega e ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações. Islândia e Liechtenstein não possuem embaixadas no Brasil.
Nota na íntegra
Na Suíça, o Conselho Federal (Governo) aprovou o acordo e o encaminhou ao Parlamento em 25 de fevereiro 2026. O tratado está agora em consulta pela Câmara alta (Conselho dos Estados), que deve se pronunciar até setembro 2026.
A pasta será tratada depois pela Câmara baixa (Conselho Nacional). O processo está seguindo os prazos previstos.
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