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Aplicativo de corridas revisa mapa que revelou posições militares

O Strava gera mapas de calor com trajetos de corrida feitos por usuários, o que acabou revelando bases militares ao redor do mundo

Internacional|Do R7

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Mapas de calor revelaram bases militares no Djibouti
Mapas de calor revelaram bases militares no Djibouti

O aplicativo de monitoramento de atividades físicas Strava anunciou que restringirá a partir desta terça-feira (13) o acesso a um mapa online que mostra onde as pessoas correm, nadam e pedalam e removerá alguns dados, depois que pesquisadores descobriram que o aplicativo revela inadvertidamente bases militares e outros locais sensíveis.

O mapa de calor do Strava mostra rotas de exercícios nas cores branco, laranja e roxo que indicam a sua popularidade. O mapa chamou a atenção mundial em janeiro, quando acadêmicos, jornalistas e especialistas em segurança privada o utilizaram para deduzir posições de tropas militares ao observarem locais de treinamento em zonas de guerra.

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"O Strava está lançando uma nova versão do mapa de calor, uma ferramenta que exibe dados em formato de mapa, que irá barrar o acesso a detalhes do nível da rua para qualquer um, menos usuários registrados do Strava", disse à Reuters o presidente-executivo do Strava, James Quarles.

Estradas e trilhas com pouca atividade não aparecerão no mapa revisado até que diversos usuários façam exercícios naquela área, disse a empresa. O mapa também será atualizado mensalmente para remover dados que as pessoas colocam de forma particular.

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Aplicativo revelou bases na África e no Afeganistão

Especialistas em segurança descobriram anteriormente no mapa do aplicativo movimentos que acreditam ser de soldados dos EUA na África e de pessoas que trabalham numa área supostamente de comando de mísseis de Taiwan, todos os quais compartilharam exercícios aparentemente sem perceber as implicações.

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Em alguns locais, como o Afeganistão, os pesquisadores especularam que a maioria ou todos os usuários de Strava eram soldados ou pessoal relacionado, facilitando a localização de suas bases.

Quarles disse que a empresa não previu que as pessoas encontrariam informações sensíveis no mapa porque os dados de fitness são compartilhados voluntariamente. A empresa não acompanha as pessoas sem o seu conhecimento, disse.

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"Nosso uso é realmente explícito", disse Quarles em uma entrevista, sua primeira sobre o assunto. "Você está registrando sua atividade em sua localização com o propósito expresso de analisá-la ou compartilhá-la e de fazer publicamente".

Os clientes do Strava têm a opção de manter seus exercícios privados e o mapa não inclui nomes. Mas o episódio enfatizou o tamanho dos conjuntos de dados que as empresas do Silicon Valley podem usar para fins não intencionais.

A resposta inicial do Strava, na qual se comprometeu a ajudar as pessoas a entender melhor as configurações de privacidade do aplicativo, não foi suficiente para parlamentares dos EUA, que exigem saber quais os passos que a empresa está tomando para proteger a privacidade.

'Rede social para atletas'

Empresa de San Francisco sofreu pressão do Congresso dos EUA
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A empresa privada de San Francisco tem 150 funcionários e se vende como uma "rede social para atletas". Tem 28 milhões de usuários, dos quais 82 por cento fora dos Estados Unidos.

As pessoas usam Strava, ou concorrentes como Runkeeper e MapMyRide, para registrar exercícios e seguir a atividade de amigos ou atletas conhecidos. O serviço é sincronizado a relógios com GPS e outras tecnologias móveis.

O perigo real são os dado que estão subjacentes ao mapa, incluindo informações não públicas como nomes, horários e datas, que agências de espionagem ou outras pessoas gostariam de acessar, disse Jeffrey Lewis, especialista em política nuclear do Middlebury Institute of International Studies.

"O mapa de calor não é o problema. O mapa de calor foi apenas uma demonstração chocante dos incríveis dados que eles possuem. O mapa de calor é apenas um convite para hackers", disse Lewis.

Quarles disse não haver sinais de tentativas de ataques cibernéticos, e que a empresa não estava ciente de ataques físicos devido ao mapa de calor do aplicativo. A ideia por trás do mapa de calor, lançado em 2014, é ajudar as pessoas a encontrarem novos lugares para o exercício. Cerca de 100.000 pessoas o usam, disse Quarles.

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