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Após perder todas as suas economias em quebra de banco, idoso se enforca e morre na Itália

Justiça quer descobrir se houve "instigação ao suicídio" do idoso por parte de alguém

Internacional|Da ANSA

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Banco Etruria esteve sob intervenção do Banco da Itália
Banco Etruria esteve sob intervenção do Banco da Itália

A Procuradoria de Civitavecchia, no centro-oeste da Itália, abriu um inquérito para investigar a morte do aposentado Luigino D'Angelo, de 68 anos, que tirou a própria vida após ter perdido todas as suas economias na quebra do Banco Popular de Etruria.

A Justiça quer descobrir se houve "instigação ao suicídio" do idoso por parte de alguém. D'Angelo se enforcou no último dia 29 de novembro, depois de ter percebido que não conseguiria reaver os 100 mil euros (cerca de R$ 417 mil) aplicados em ativos da filial de Civitavecchia da instituição financeira, que fechara as portas uma semana antes.


Em um diário escrito no seu computador pessoal, o aposentado escreveu para sua esposa: "Não fui capaz de cuidar da minha família. Não consigo superar tudo isso. Te peço desculpas, meu amor".

Ao lado de outros três bancos de pequeno porte — Marche, CariChieti e Cassa Ferrari — o Etruria esteve sob intervenção do Banco da Itália (o banco central do país) até 22 de novembro, quando o governo decidiu liquidá-los. Nessa data, D'Angelo se deu conta de que seus investimentos estavam perdidos.


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Nos últimos dias, o gabinete do primeiro-ministro Matteo Renzi foi criticado por não ter conseguido evitar que os pequenos investidores dessas quatro instituições — que respondiam por cerca de 1% do sistema bancário italiano — perdessem suas economias, embora as regras da União Europeia impeçam que Estados resgatem entidades financeiras em dificuldades.

"Não estou acostumado a instrumentalizar a vida e a morte das pessoas. O governo exprime a sua própria dor e presta condolências à família, mas estamos trabalhando para encontrar soluções", declarou o premier.


Ainda assim, o Ministério das Finanças estuda a criação de um plano para reembolsar ao menos parte dos prejuízos. Segundo o responsável pela pasta, Pier Carlo Padoan, a medida não violaria as normas de Bruxelas por se tratar de uma "operação de natureza humanitária".

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