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Colômbia: além dos danos físicos, especialista explica como o terremoto afeta o psicológico

Bloqueio mental, dificuldade para processar instruções e angústia são sintomas de quem viveu uma situação de emergência

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O terremoto na Colômbia foi o mais forte do século, causando danos significativos a prédios e infraestruturas.
  • Especialistas alertam para impactos na saúde mental, com reações emocionais e fisiológicas persistindo por semanas.
  • Sintomas incluem bloqueios mentais, desorientação, tristeza, e manifestações físicas como palpitações e distúrbios do sono.
  • É crucial monitorar a intensidade dos sintomas e buscar ajuda médica se interferirem nas atividades diárias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Moradores vasculham os escombros de um prédio que desabou após um terremoto, em Cali, na Colômbia
Terremoto deixou pelo menos 132 mortos, segundo autoridades colombianas Juan Pablo Arbelaez/Reuters - 10.08.2026

O terremoto que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) foi considerado o mais forte do século no país. O abalo danificou prédios e infraestruturas de diversas cidades, causando prejuízos significativos para a economia. Segundo especialistas, além dos danos físicos, o tremor deve deixar impactos na saúde mental da população.

Uma professora de psicologia ouvida pelo jornal colombiano El Tiempo explicou que situações de emergência, como um terremoto, desencadeiam uma série de reações emocionais e fisiológicas que podem persistir por semanas.


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De acordo com ela, as pessoas afetadas podem apresentar bloqueios mentais temporários, dificuldade para processar instruções ou tomar decisões, tristeza, desorientação, angústia e memórias intrusivas.

Já fisiologicamente, o corpo costuma apresentar palpitações, tremores, aperto no peito, distúrbios do sono e dificuldade de concentração. “É importante compreender que essas manifestações, por si sós, não significam que a pessoa esteja perdendo o controle ou desenvolvendo imediatamente um transtorno mental; trata-se, antes, de possíveis respostas fisiológicas e emocionais a uma situação de emergência”, disse Nathalia Patricia Rey Gómez, professora da Faculdade de Psicologia da Universidade Católica da Colômbia.


A especialista também destaca a importância de acompanhar a intensidade e duração dos sintomas, além de analisar a forma como eles afetam o cotidiano. Para ela, é comum que uma pessoa que vivenciou o terremoto manifeste choro, angústia e medo nas primeiras horas ou semanas após o ocorrido.

No entanto, caso as emoções se intensifiquem e interfiram em atividades diárias ou interações, é preciso buscar ajuda médica.


“É importante distinguir essas reações de condições como o estresse pós-traumático ou a depressão, que exigem avaliação profissional. Sinais de alerta podem incluir memórias intrusivas persistentes, isolamento, alterações prolongadas de humor, sentimentos de desesperança ou pensamentos sobre a perda de sentido na vida.”

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