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Apresentador chavista diz ser vítima de montagem após denúncias da oposição

Internacional|Do R7

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Caracas, 21 mai (EFE).- O conhecido apresentador do programa de opinião chavista Mario Silva pediu na noite de ontem para ser investigado pela justiça venezuelana e declarou estar sendo vítima de uma montagem da oposição, que previamente divulgou uma conversa dele relatando uma possível conspiração contra o governo por parte de governistas. "Estou decidido a me colocar a disposição das instituições de justiça. Não temo aos fascistas, muito menos à justiça (...). Se tiver que ser julgado que assim seja. Repito: Estou a disposição da justiça", afirmou Silva. O conhecido chavista ofereceu suas explicações em seu programa "La Hojilla", transmitido pelo canal estatal "VTV", nas quais rejeitou a gravação previamente divulgada pela oposição. Nesta, ele supostamente aparece ao lado de Aramis Palacio, identificado como um alto chefe da espionagem cubana (G2). Segundo a oposição, esse diálogo teria ocorrido "pouco depois" das eleições do último dia 14 de abril, nas quais o hoje presidente, Nicolás Maduro, obteve uma vantagem de menos de 1,5 pontos sobre o opositor Henrique Capriles, que não reconhece os resultados e impugnou o pleito. Segundo a gravação, Silva falaria de sua preocupação em relação "aos barulhos de sabres" nas Forças Armadas e a suposta falta de comunicação entre o ministro da Defesa, o almirante Diego Molero, e Maduro, uma manobra que atribuía o presidente do Parlamento, Diosdado Cabello, como articulador, além de chefe de um esquema de corrupção. Posteriormente, Silva anunciou que, por questões de saúde, deve se ausentar alguns dias do programa, ressaltando seu apoio absoluto a Maduro e às instituições das quais Cabello faz parte como presidente do Parlamento. Antes que Silva oferecesse suas explicações, Maduro e Cabello mantiveram uma reunião no palácio presidencial de Miraflores e desmentiram as supostas divisões entre eles. O deputado opositor Ismael García, que apresentou à imprensa a gravação, sustenta que a conversa registrada "evidencia a briga de faca que há no governo entre Diosdado Cabello e o senhor Nicolás Maduro". EFE nf/fk

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