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Ásia precisa ajudar mais na luta contra Ebola, diz Banco Mundial

O presidente Jim Yong Kim pediu aos países que enviem profissionais para campo

Internacional|Do R7

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Jim Yong Kim (foto) disse que muitos países não ajudam no combate ao vírus
Jim Yong Kim (foto) disse que muitos países não ajudam no combate ao vírus

Países asiáticos não estão contribuindo o suficiente para o esforço global de combate ao ebola, apesar de terem pessoal médico capacitado que poderia ajudar a enfrentar a disseminação do vírus, disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, nesta terça-feira (4).

Milhares de profissionais de saúde são necessários para ajudar a combater o surto mais mortal de ebola já registrado. O vírus matou quase 5.000 pessoas, principalmente nos países do oeste da África Libéria, Guiné e Serra Leoa.


“Muitos países na Ásia que podem ajudar simplesmente não ajudam, especialmente quando se trata de enviar pessoal médico”, disse Kim em uma entrevista coletiva em Seul.

“Eu peço a líderes da Ásia que enviem suas equipes treinadas de saúde para os três países do oeste africano."


A Coreia do Sul prometeu contribuir com cerca de R$ 13 milhões (US$ 5,6 milhões) para combater o vírus, e tanto o Japão quanto a China enviaram equipamentos ou equipes médicas para países afetados pelo ebola no oeste africano. 

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A China doou até agora cerca de R$ 260 milhões (US$ 123 milhões) para 13 países africanos e organizações internacionais para combater o ebola, de acordo com o governo. O país também enviou centenas de funcionários médicos. 


Mas a resposta geral da Ásia tem ficado atrás de contribuições dos EUA, que enviou milhares de soldados e se comprometeu com R$ 2,8 bilhões (US$ um bilhão), assim como de outros países ocidentais. 

“Nós precisamos de trabalhadores de saúde, e vamos precisar que deles nos próximos seis meses a um ano. A luta contra o ebola não acabará até termos zerado os casos nestes três países”, disse Kim. 

Alguns países asiáticos têm aplicado controles mais rígidos de entrada de estrangeiros em resposta ao vírus, e a isolada Coreia do Norte fechou suas fronteiras e aplica uma quarentena obrigatória de 21 dias para todos os estrangeiros que visitam o país. 

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