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Assad disputará eleições presidenciais com outros dois candidatos

Internacional|Do R7

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Cairo, 4 mai (EFE).- O presidente da Síria, Bashar al Assad, disputará as eleições presidenciais previstas para 3 de junho com outros dois candidatos, anunciou neste domingo o porta-voz do Alto Tribunal Constitucional, Mayed Jadara. A corte aceitou as candidaturas de Assad, do deputado Maher Abdel Hafez Hayar, membro da oposição tolerada, e do ex-ministro Hasan Abdala al Nuri, segundo informações divulgadas pela agência oficial "Sana". Ao todo, 24 postulantes apresentaram sua candidatura, mas apenas são validadas aquelas que contam com o apoio de pelo menos 35 dos 250 deputados do Parlamento, que só podem votar em um aspirante. Os candidatos não aprovados podem apelar da decisão do tribunal a partir de amanhã e durante três dias. Após esse prazo, a corte anunciará a lista definitiva dos concorrentes. Esta será a primeira vez em décadas que as eleições presidenciais sírias contarão com a participação de mais um candidato. Assad, que está no cargo desde julho de 2000, apresentou-se como postulante a um terceiro mandato ante o tribunal no final de abril. Um dos seus rivais, Nuri, foi ministro de Estado para o Desenvolvimento da Administração Pública e Assuntos Parlamentares entre 2000 e 2002, além de deputado entre 1998 e 2003. O outro, Hayar, fundou em 2003 ao lado de outros dirigentes esquerdistas o Comitê Comunista da Síria e foi um de seus líderes até que a formação mudou de nome para Partido da Vontade Popular, do qual se tornou secretário-geral de seu conselho executivo. A formação faz parte da Frente Popular para a Mudança e a Libertação (FPCL), um dos principais grupos da oposição tolerada pela oposição e que conta com cadeiras no parlamento. A nova lei eleitoral, aprovada em março, estabelece que os candidatos devem ter no mínimo 40 anos, possuir nacionalidade síria, serem filhos de país sírios, não terem antecedentes criminais e não podem estar casados com um estrangeiro. Além disso, devem ter residido na Síria durante dez anos consecutivos contando a partir da data de registro da candidatura e não podem ter uma segunda nacionalidade. Estes dois requisitos tornaram difícil que grande parte dos opositores, que estão exilados, pudessem concorrer. Os rebeldes rechaçaram as eleições em função da guerra civil no país, que já deixou 150 mil mortos em três anos. EFE mv-aj/dk

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