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Assassino do hotel em Sousse recebeu treinamento militar na Líbia

Internacional|Do R7

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Túnis, 30 jun (EFE).- O jihadista que assassinou na sexta-feira 38 turistas estrangeiros em um hotel da cidade tunisiana de Sousse recebeu treinamento militar na vizinha Líbia, confirmou nesta sexta-feira o governo tunisiano. Em declarações à imprensa, Dafer Neji, porta-voz do primeiro Ministério, afirmou que Saifedin Rezgui esteve nesse país ao mesmo tempo em que os dois pistoleiros que em 18 de março mataram 22 turistas estrangeiros no museu O Bardo da capital tunisiana. "Rezgui recebeu treinamento militar no final de 2004 na Líbia. Ao mesmo tempo em que os dois terroristas do Bardo", afirmou. A notícia coloca mais dúvidas sobre a investigação e a atuação das forças de Segurança e dos serviços tunisianos de Inteligência, já que em um primeiro momento o Ministério do Interior afirmou que não existiam registros que Rezgui, de 23 anos, tivesse viajado ao exterior. O jovem, estudante de engenharia, abriu fogo na sexta-feira durante mais de 30 minutos contra turistas que estavam na praia do hotel Marhaba Imperial, de Sousse, antes de ser abatido pela polícia. Os agentes responsabilizaram a direção do hotel, administrado pela empresa espanhola RIU, de não ter avisado a tempo, enquanto estes alegaram ter acionado o alarme e em seguida cumprido o protocolo de segurança. O governo também é alvo de duras críticas porque foram detectados erros de segurança semelhantes aos que permitiram o massacre do Bardo. Especialmente, por não ter reforçado suficientemente a segurança apesar de no início do mês ter sido informado de que havia ameaças de atentado no mês sagrado do Ramadã. Várias chancelarias europeias e do resto do mundo tinham pedido que seus cidadãos residentes no país evitassem locais como shoppings, sítios arqueológicos e grandes hotéis. Além disso, muitos deles tinham reforçado suas embaixadas com medidas de segurança mais extremas. A perícia tunisiana também descartou hoje que tenha havido outro atirador em Sousse, como foi dito a princípio, ao provar que todos os disparos foram feitos com a mesma arma. As forças de segurança já prenderam uma dezena de pessoas do círculo mais próximo do atirador na cidade de Kairauan, onde estudava e onde aparentemente foi radicalizado. A cidade, que foi capital muçulmana do norte da África na Idade Média, recebeu há dois anos um grande congresso do grupo jihadista "Ansar al Sharia", a quem o atentado do Bardo é atribuído. O grupo foi ilegalizado pouco depois e se dividiu em pelo menos dois ramos, um mais próximo da organização jihadista Estado Islâmico (EI), que buscou refúgio na Líbia, e outro da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que atua nas montanhas de Chambi e na região de Kasserine, na fronteira com a Argélia. O atentado da sexta-feira foi assumido pelo EI através das redes sociais, reivindicação que as autoridades tunisianas ainda estão investigando. O atentado do Bardo também foi reivindicado pelo EI, mas as autoridades tunisianas o atribuíram depois a "Ansar al Sharia". EFE jm/cd

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