Assembleia Geral da ONU aprova sua primeira resolução contra mutilação genital feminina
Texto pede leis que proíbam expressamente a prática, muito comum em alguns países da África
Internacional|Do R7
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou pela primeira vez nesta segunda-feira uma resolução que condena a mutilação genital feminina e pede aos seus países-membros que tomem medidas educativas e de punição para freá-la. O texto pressiona seus membros a criarem medidas, incluindo leis que proíbam expressamente essa prática, a fim de proteger mulheres e meninas de "qualquer forma de violência", e também para pôr fim à impunidade, assinalou um comunicado.
A Assembleia Geral pediu que as autoridades, os serviços médicos e os líderes religiosos e comunitários redobrem seus esforços para aumentar a conscientização e combater as atitudes que ainda defendem a ablação do clitóris feminino.
Também foi lançada a ideia de declarar 6 de fevereiro o Dia Internacional da Tolerância Zero contra a Mutilação Genital Feminina. Vários países africanos, como o Quênia e Burkina Fasso - que apresentou o texto final à Assembleia em nome de um grupo de países desse continente -, destacaram a importância do texto para intensificar a luta internacional contra essa prática.














