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Quem está perdendo mais com o prolongamento da guerra no Oriente Médio?

Professor analisa ainda declaração de Donald Trump sobre o controle do estreito de Ormuz; confira

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump afirmou que os EUA mantêm controle estratégico do estreito de Ormuz, mas o professor Alexandre Uehara considera esse controle relativo devido à insegurança causada pelo Irã.
  • O Irã, apesar de suas ações pontuais, consegue criar insegurança no tráfego marítimo com drones e foguetes de baixo custo.
  • Economicamente, o Irã é mais afetado pelo conflito, enquanto politicamente, os EUA enfrentam pressões internas e externas.
  • O preço do petróleo não disparou além do esperado, pois os países estão buscando alternativas, beneficiando-se, como o Brasil.

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Em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã, o presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (12) que o país norte-americano mantém o controle estratégico total do estreito de Ormuz. Para o professor de relações internacionais Alexandre Uehara, esse controle é relativo.

“A gente percebe que a insegurança do tráfego de navios ali ainda é muito grande. Então, se de um lado os Estados Unidos de fato conseguem bloquear a navegação do Irã, de outro lado o Irã também promove [insegurança] ali com seus ataques pontuais, com foguetes muito mais baratos. Então, os drones iranianos ali, com muito menos custo, conseguem causar essa sensação de insegurança e impedir que haja a navegação livre, como os Estados Unidos têm defendido”, afirmou o especialista durante o programa Link News.


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Nesse cenário, enquanto o conflito se estende, quem perde mais? Para o professor, também depende da perspectiva.

Em termos econômicos, proporcionalmente o Irã é mais afetado, já que a economia americana, sendo a mais forte do mundo, tem maior capacidade de resistir a longo prazo, apesar de algumas dificuldades enfrentadas pelo país dirigido por Donald Trump.


Já em termos políticos, Uehara aponta que o prejuízo é maior para os Estados Unidos, que sofrem com pressões internas, dada a insatisfação da própria população com a guerra, e externas, uma vez que importantes aliados internacionais enfrentam os impactos das restrições em Ormuz.

Mesmo assim, o preço do petróleo não dispara para além do que já foi visto no início do combate. Isso porque os países, Uehara aponta, estão buscando alternativas.


“O que pode acontecer é que os países estão se movendo, estão buscando alternativas. O próprio Brasil tem se beneficiado disso; [...] então os países podem começar a se acomodar e talvez isso seja uma das razões de por que o petróleo não está acima dos US$ 100”, disse.

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