Trump autoriza uso de ferramentas cibernéticas contra grupos criminosos estrangeiros
Medida cria estrutura para que empresas auxiliem o governo dos EUA no combate a redes criminosas internacionais
Internacional|Da Reuters
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O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (12) um memorando que, segundo a Casa Branca, tem como objetivo capacitar as autoridades federais a utilizar ferramentas cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais que operam em jurisdições estrangeiras para atacar cidadãos norte-americanos.
Trump garantiu o memorando presidencial de segurança nacional, instruindo seu governo a “aproveitar a capacidade e a inovação do setor privado para ajudar a conduzir essas operações cibernéticas sob a direção, o controle e a autoridade do governo dos EUA”, informou a Casa Branca.
A Casa Branca, em um documento informativo sobre o memorando, citou ataques de ransomware, fraudes financeiras e outros crimes perpetrados por organizações criminosas sediadas no exterior, referidos no memorando como “organizações criminosas transnacionais”.
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O memorando cria uma estrutura que incentiva empresas do setor privado a celebrar acordos com outras entidades privadas, bem como com órgãos federais, estaduais, locais e territoriais, para coletar informações sobre ameaças relacionadas a organizações criminosas transnacionais e proporcionar operações cibernéticas para proteção dessas ameaças, acrescentou a Casa Branca.
O memorando instrui o Departamento de Segurança Interna (DHS), por meio do Centro Nacional de Coordenação da Força-Tarefa de Segurança Interna, a criar um programa “para conduzir operações cibernéticas específicas que desarticularem organizações criminosas transnacionais estrangeiras”, que será supervisionado pelo DHS e pelo Departamento de Justiça.
Sob a supervisão do governo federal, as empresas participantes, uma vez avaliadas, realizarão “operações de vigilância cibernética” e “operações de efeitos cibernéticos” contra alvos específicos, de acordo com o memorando.
“Os efeitos cibernéticos incluem a potencial manipulação, interrupção, negação, manipulação ou destruição de sistemas de informação, redes, infraestrutura física ou virtual controlada por sistemas de informação, ou informações nela contidas”, de acordo com o memorando.
As empresas participantes terão que manter uma garantia ou depósito em conta de garantia de pelo menos US$ 1 milhão, de acordo com o memorando.
A ideia de empresas do setor participarem privadamente de operações cibernéticas contra alvos criminosos e outros não é nova e já foi alvo de controvérsia no passado, devido a temores de escalada, consequências indesejadas e problemas de coordenação entre órgãos.
O DHS e a Casa Branca não responderam imediatamente aos pedidos de mais detalhes sobre o programa.
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