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Com petróleo em jogo, China deixa neutralidade e assume mediação com o Irã; entenda

Apelo da Arábia Saudita faz Pequim pedir que Teerã contenha os Houthis do Iêmen

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A China assume papel de mediação no conflito do Oriente Médio após apelo da Arábia Saudita para conter os Houthis do Iêmen.
  • A Arábia Saudita busca apoio de Pequim em vez de Washington, destacando o entrelaçamento de interesses internacionais.
  • A China, principal compradora de petróleo iraniano, tem interesse econômico significativo na região, influenciando sua postura mediadora.
  • O Irã responde que a estabilidade regional depende do fim das ações militares dos EUA e Israel contra o país, buscando transformar a necessidade chinesa em vantagem política.

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A China passa de um papel de neutralidade para um de mediação no conflito do Oriente Médio, avalia o professor de direito e relações internacionais Kleber Galerani. Após apelo da Arábia Saudita, a China pediu que o Irã ajude a conter os Houthis do Iêmen, que avançam rapidamente ao longo da costa do Mar Vermelho e ao redor do estreito de Bab El-Mandeb.

Segundo o especialista, em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (18), o fato de Riade ter pedido apoio a Pequim e não a Washington — seu aliado mais tradicional — demonstra um entrelaçamento de interesses que afeta a dinâmica internacional. Ele destaca que os chineses estão entre os principais compradores do petróleo iraniano, o que implica maior interesse e poder de barganha.


“A China, que costumaria defender a não intervenção, quando observa o risco alcançar o petróleo e o comércio marítimo de forma mais acentuada, assumiria um papel mais de mediador. Nós temos que analisar também a capacidade chinesa de influenciar o Irã. Algumas estimativas dizem que em torno de 80% das exportações marítimas de petróleo iraniano seriam compradas pela China. Nesse contexto, é inegável o peso econômico que a China tem em relação ao Irã”, afirma Galerani.

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Nesta semana, Pequim solicitou, publicamente, moderação, diálogo e o reestabelecimento da segurança da navegação na região. Fontes próximas aos governos afirmam que uma mensagem privada foi enviada a Teerã para reforçar o pedido.


Elas disseram que os iranianos responderam que a estabilidade e a paz na região dependem do fim da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O especialista conclui que, enquanto a China precisa da cooperação iraniana, o Irã tenta transformar essa necessidade em vantagem política.

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