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Trump diz que está ‘banindo’ CNN, MS NOW e Politico da Casa Branca

Presidente dos EUA diz que vetou acesso de três veículos à Casa Branca por supostas ‘fake news’

Internacional| Brian Stelter, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump anunciou o "banimento" da CNN, MS NOW e Politico da Casa Branca por supostas "fake news".
  • Apesar do anúncio, jornalistas da CNN continuavam trabalhando normalmente na Casa Branca.
  • A CNN defendeu seu direito constitucional de cobertura sem interferência governamental.
  • Defensores da liberdade de imprensa criticaram o banimento como inconstitucional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump responde a perguntas da imprensa durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em 20 de janeiro de 2026
Donald Trump responde a perguntas da imprensa durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em 20 de janeiro de 2026 Win McNamee/Getty Images via CNN Newsource

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (18) que está “banindo” a CNN, a MS NOW e o Politico da Casa Branca. Segundo ele, a medida entrou em vigor “imediatamente”, mas não havia qualquer indicação de que seu governo tivesse tomado providências para colocá-la em prática.

Até o momento da publicação desta reportagem, jornalistas da CNN continuavam trabalhando normalmente no espaço destinado à imprensa próximo à sala de coletivas da Casa Branca. Uma equipe da emissora também acompanhava o vice-presidente JD Vance como integrante do grupo de repórteres de televisão designado para cobrir suas atividades.

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“A CNN apoia integralmente sua equipe na Casa Branca e sua cobertura justa e precisa. Temos o direito, garantido pela Constituição dos Estados Unidos, de realizar esse trabalho sem obstáculos ou interferência do governo”, afirmou a emissora em comunicado. “Caso o banimento ameaçado pelo presidente Trump seja efetivado, ele representará um ataque ilegal a esse direito fundamental protegido pela Constituição.”

A MS NOW e o Politico não comentaram imediatamente a declaração do presidente.

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Trump escreveu na rede social Truth Social que o “banimento” é resultado da “constante divulgação de FAKE NEWS” por parte desses veículos.

“Veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou divulgar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos, o governo Trump ou os Estados Unidos da América”, escreveu. “Outros veículos de Fake News virão em seguida.”

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Procurada para comentar a publicação, a assessoria de imprensa da Casa Branca remeteu aos comentários feitos pelo presidente no Salão Oval.

Trump afirmou que justificaria impedir a entrada das três organizações de notícias na Casa Branca, apesar da Primeira Emenda da Constituição americana, “porque elas divulgam notícias falsas”.

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“Há algo errado com um país que permite que pessoas escrevam histórias deliberadamente negativas”, disse o presidente. “Se quiserem escrevê-las, tudo bem. Eu não preciso deixá-las entrar na casa do povo.”

Trump também sugeriu que outros veículos de imprensa podem ser banidos da Casa Branca. “Pode haver outros que se juntem a eles”, afirmou. “E talvez eles possam melhorar.”

O presidente não especificou que medidas teriam sido adotadas para impedir o acesso dos veículos nem citou reportagens específicas que motivaram sua declaração nas redes sociais.

Questionado sobre o momento do anúncio e se havia algum motivo particular para fazê-lo nesta sexta-feira, Trump respondeu: “Não, nenhum motivo”.

Trump já restringiu o acesso da CNN à Casa Branca anteriormente.

Durante seu primeiro mandato, a Casa Branca revogou a credencial de imprensa de Jim Acosta, então principal correspondente da CNN na Casa Branca, após uma troca de acusações com o presidente durante uma coletiva em novembro de 2018.

A CNN processou o governo, e um juiz federal indicado por Trump restabeleceu temporariamente o acesso de Acosta, concluindo que a Casa Branca havia violado seu direito ao devido processo legal.

Posteriormente, a Casa Branca restaurou de forma permanente a credencial do jornalista, levando a CNN a retirar a ação judicial.

A declaração do presidente também gerou críticas de defensores da liberdade de imprensa.

“Um banimento como esse seria claramente inconstitucional. A Primeira Emenda deixa claro que, uma vez que a Casa Branca permite a entrada de alguns jornalistas, não pode impedir o acesso de outros apenas porque não gosta de sua cobertura”, afirmou Bruce D. Brown, presidente do Comitê de Repórteres pela Liberdade de Imprensa, em comunicado.

“Este é um caso clássico de discriminação por ponto de vista e será rapidamente derrubado pelos tribunais, caso seja contestado.”

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