Logo R7.com
RecordPlus

Assessor de Trump acusa China de usar fentanil para matar americanos em ‘guerra silenciosa’

Declarações de Sebastian Gorka elevam tensão antes de encontro entre presidentes em Pequim

Internacional|Do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Sebastian Gorka acusou a China de usar fentanil para intoxicar americanos como parte de uma 'guerra silenciosa'.
  • As declarações ocorreram antes do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim.
  • Gorka comparou a situação atual com as Guerras do Ópio do século 19, quando o Reino Unido forçou a China a permitir a importação de ópio.
  • A crise de fentanil resultou em aproximadamente 403 mil mortes nos EUA nos últimos sete anos, enquanto a China nega responsabilidade pela crise e afirma ter cooperado em medidas antidrogas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sebastian Gorka é diretor de contraterrorismo da Casa Branca Reprodução/Facebook/Prof.Sebastian.Gorka

O diretor de contraterrorismo da Casa Branca, Sebastian Gorka, acusou a China de promover uma estratégia deliberada para enfraquecer os Estados Unidos por meio da disseminação de fentanil, um opioide sintético responsável por centenas de milhares de mortes no país.

Em entrevista ao podcast Pod Force One, Gorka comparou a crise atual a uma “Guerra do Ópio” contemporânea e afirmou que o tráfico da substância representa uma forma de “guerra por outros meios”.


LEIA MAIS:

As declarações foram feitas na véspera da viagem do presidente Donald Trump a Pequim, onde ele se reunirá com o presidente Xi Jinping em uma visita de Estado marcada por discussões sobre comércio e segurança.

Segundo Gorka, a liderança chinesa enxerga os Estados Unidos como uma versão moderna do antigo Império Britânico e estaria retaliando pelos conflitos do século 19 conhecidos como Guerras do Ópio. Na época, Reino Unido e França forçaram a China a permitir a importação de ópio, o que provocou dependência em larga escala e graves impactos sociais.


“Como derrubar um Golias? Qual é o estilingue? Algumas pessoas dizem que o fentanil é esse estilingue”, afirmou Gorka. Para ele, o problema não se resume ao consumo recreativo de drogas, mas a uma “matança direcionada de americanos”.

O assessor também classificou o fentanil como uma “arma de destruição em massa”, argumentando que a China fornece os precursores químicos utilizados na fabricação do entorpecente. “Quando milhões de comprimidos entram nos Estados Unidos disfarçados de drogas recreativas, mas cada um contém uma dose letal, isso não é um problema comum de narcóticos”, declarou.


Dados mais recentes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indicam que aproximadamente 403 mil americanos morreram nos últimos sete anos em decorrência do fentanil. O número equivale a uma morte para cada 850 habitantes do país no período.

A substância é um opioide sintético extremamente potente, capaz de provocar parada respiratória em quantidades equivalentes a apenas cinco grãos de sal. Embora tenha aplicações médicas legítimas, como no tratamento de dores crônicas, a crise atual é alimentada pelo comércio ilegal, que mistura o fentanil à heroína, cocaína e medicamentos falsificados.


China nega participação

A China nega responsabilidade pela crise. No ano passado, o Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que “o fentanil é um problema dos Estados Unidos” e destacou que o país mantém ampla cooperação antidrogas com Washington.

Autoridades chinesas afirmam ter restringido a exportação de precursores químicos, mas especialistas apontam que a redução recente no número de mortes também pode estar associada ao reforço dos controles em portos e fronteiras dos Estados Unidos e do México, à disseminação de testes rápidos para detectar a droga e ao maior acesso a medicamentos que revertem overdoses.

Desde o início de seu novo mandato, Trump adotou o combate ao fentanil como uma das prioridades da relação com Pequim. No ano passado, ele impôs uma tarifa de 20% sobre todos os produtos chineses para pressionar o governo de Xi Jinping a reduzir o fluxo da droga.

Posteriormente, a alíquota foi reduzida para 10%, após uma promessa privada de Xi de intensificar o enfrentamento do problema. Em fevereiro, porém, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas relacionadas ao fentanil, bem como outras sobretaxas recíprocas, obrigando o governo a iniciar a devolução de pelo menos US$ 166 bilhões (cerca de R$ 913 bilhões) às empresas que haviam pago os encargos.

Trump ainda não anunciou qual medida poderá substituir as tarifas invalidadas pela Justiça. Em outubro do ano passado, antes de um encontro com Xi, ele declarou que o primeiro tema da conversa seria justamente o fentanil.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.