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Ataque contra caravana eleitoral nas Filipinas deixa 13 mortos

Internacional|Do R7

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Manila, 26 abr (EFE).- Pelo menos 13 pessoas morreram e outras nove ficaram feridas depois que um grupo armado não identificado disparou contra uma caravana eleitoral no sul das Filipinas, informou nesta sexta-feira a polícia. O assalto ocorreu ontem à noite em uma remota estrada perto da cidade de Nunungan, na província de Lanao del Norte, na ilha de Mindanao, quando cerca de 15 homens armados efetuaram os disparos. Os pistoleiros abriram fogo contra a comitiva matando 12 pessoas, entre elas a filha e uma neta do prefeito de Nunungan, Abdul Manamparan, que liderava a delegação, segundo indica o relatório policial. O político filipino ficou ferido junto com outras nove pessoas, uma das quais morreu posteriormente, segundo confirmou ao jornal "Inquirer" o comandante de uma divisão militar em Zamboanga do Sul, Daniel Luzeiro. A escolta do político conseguiu afastar os assaltantes a tiros após a emboscada, segundo relatou Manamparan em delegacia. A polícia suspeita que o ataque foi planejado por um clã rival apesar de ter afirmado em comunicado que nenhum dos homens foi identificado até agora. "Nos últimos anos ocorreram incidentes similares. As pistas apontam que os responsáveis da emboscada fazem parte do mesmo grupo de suspeitos", indicou o chefe de polícia de Lanao do Norte, Gerardo Rosales. Manamparan, que não pode tentar a reeleição por ter acabado seu mandato, concorre como vice-prefeito de seu filho no pleito que será realizado no próximo dia 13 de maio. A porta-voz da Presidência, Abigail Valte, disse que a polícia trabalha para identificar os assaltantes e chamou os seguidores das diversas candidaturas para manter a calma e seguir com a campanha. "Condenamos com toda a força este ato de violência", disse Valte em entrevista à imprensa. "Alguns militares foram desdobrados na zona em coordenação com a polícia local para prevenir uma possível escalada de violência entre as famílias", indicou ao jornal "PhilStar" o porta-voz das Forças Armadas do Oeste de Mindanao, Rodrigo Gregorio. Pelo menos 62 pessoas morreram em 72 incidentes violentos desde o início da campanha para as eleições legislativas e regionais em fevereiro, segundo os dados da polícia. As rixas entre clãs muçulmanos por rivalidades políticas ou pela propriedade da terra são comuns nas províncias de maioria muçulmana na região meridional do arquipélago. EFE jc/ff (foto)

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