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Ataque de milícia na República Centro-Africana mata 27, diz ONU

Internacional|Do R7

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Por Emmanuel Braun

BANGUI, 13 Dez (Reuters) - Uma milícia matou 27 muçulmanos numa vila da República Centro-Africana, disse a Organização das Nações Unidas nesta sexta-feira, num ataque que mostra as dificuldades enfrentadas pelas tropas francesas para estabilizar a antiga colônia.


A milícia cristã, conhecida como anti-Balaka, matou os muçulmanos na quinta-feira em Bohong, uma vila a 75 quilômetros da cidade de Bouar, no oeste do país, segundo o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

"A situação é tensa em diversas cidades, onde continuam os ataques e as represálias", disse o conselho em email.


Rebeldes muçulmanos tomaram o poder no país em março, quando derrubaram o presidente François Bozize. Os abusos por eles cometidos levaram à criação de grupos de defesa cristãos, o que tem aprofundado o conflito religioso.

Os 1.600 soldados franceses no país conseguiram estabelecer algum controle sobre a situação na capital Bangui e começaram a desarmar combatentes, mas as mortes em Bohong mostram o tamanho do problema num país com o tamanho da França.


"Condenamos ataques a lugares de oração e contra a liberdade religiosa e pedimos moderação a todas as comunidades", disse o Conselho de Direitos Humanos da ONU em nota.

A República Centro-Africana é rica em diamantes, em ouro e em urânio, mas teve pouca estabilidade política nas últimas cinco décadas.

(Reportagem adicional de Nicholas Vincour, em Paris, e Stephanie Nebehay, em Genebra)

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