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Ataque do Boko Haram contra empresa chinesa em Camarões deixam um morto

Em Paris, cúpula de chefes de Estado africanos discute meios de lutar contra grupo terrorista

Internacional|Do R7

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O grupo terrorista ficou em evidência depois do sequestro de mais de 200 estudantes na Nigéria
O grupo terrorista ficou em evidência depois do sequestro de mais de 200 estudantes na Nigéria

Pelo menos um trabalhador chinês morreu, outro ficou ferido e dez desapareceram em um suposto ataque da milícia radical islâmica Boko Haram a uma instalação petrolífera do país asiático no norte de Camarões, informaram fontes do governo regional.

O ataque, no qual um trabalhador da mesma nacionalidade ficou gravemente ferido, aconteceu ontem à noite em uma fábrica da cidade de Waza, cidade fronteiriça com a Nigéria e próxima a principal zona de ação da milícia.


Outros dez empregados, também de nacionalidade chinesa, desapaceram após o ataque, relatou o governador desta região, Awa Fonka Augustine, que apontou o Boko Haram como responsável do mesmo.

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Os atacantes chegaram em um comboio de veículos e, após cortar a corrente elétrica em toda a população, se dirigiram rumo à instalação petrolífera, onde ocuparam o edifício de escritórios.


Moradores da cidade asseguraram ter escutado várias explosões procedentes da fábrica, onde o Exército camaronês, que dispõe de uma base nas proximidades, não pôde fazer nada para evitar o ataque.

O grupo terrorista ficou em evidência depois do sequestro de mais de 200 estudantes na Nigéria. Este é o assunto central neste sábado (17) na cúpula de cinco chefes de Estado africanos em Paris, da qual François Hollande será anfitrião.


Junto a ele estarão os presidentes da Nigéria, Goodluck Jonathan; Chade, Idriss Déby; Níger, Mahamadu Isufu; Benin, Thomas Boni Yayi; Camarões, Paul Biya, além de representantes da União Europeia, dos Estados Unidos e o Reino Unido.

A reunião de Paris, convocada pela França a pedido da Nigéria, pretende coordenar as estratégias destes países, frequentemente sem relações diplomáticas, para melhorar a luta contra esta seita radical islâmica, que se movimenta facilmente pelas fronteiras desses Estados.

Esta colaboração, indicam fontes diplomáticas francesas, se dá entre Nigéria, onde é radicado Boko Haran, e seu vizinho Níger, que há anos compartilham informação além da fronteira e inclusive organizam comandos conjuntos para atacar ao grupo.

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Mas essa cooperação não existe com outros países, em particular com Camarões, cujas relações diplomáticas com a Nigéria estão congeladas e que sempre se negou a considerar como próprio o problema de Boko Haram.

O fato de Biya se encontrar na capital francesa para participar desta cúpula já é um avanço, asseguram em Paris, que pode levar Yuandé se envolver na luta contra este grupo.

A curto prazo, a reunião pode servir para tratar o resgate das 200 estudantes, coordenado desde Abuja por um grupo de analistas enviados por Washington e Londres, entre outros.

Mas os organizadores consideram que a cúpula deve dar resultados mais a longo prazo, com a iniciativa de estratégias conjuntas de cooperação para combater o grupo terrorista.

Nesse sentido, os países ocidentais estão dispostos a ajudar os Estados, com modernas estratégias e meios de espionagem e localização por satélite.

A França considera obsoleta a estratégia da Nigéria para combater o Boko Haram, baseada na repressão militar com ataques indiscriminados a cidades e que provoca muitas vítimas civis inocentes.

Outro dos avanços que podem sair de Paris é que a Nigéria internacionalize o problema e permita que a ONU imponha sanções ao Boko Haram similares às da Al Qaeda, algo que por enquanto é negado por Jonathan.

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