Ataque terrorista contra 2 hotéis na Tunísia deixa pelo menos 27 mortos
Internacional|Do R7
Túnis, 26 jun (EFE).- Pelo menos 27 pessoas morreram nesta sexta-feira em um ataque terrorista no hotel Imperial Mahrahaba, da rede espanhola Riu, na cidade turística de Susa, no sul da Tunísia, e no estabelecimento vizinho Muradi Palm Marinay, informaram à Agência Efe fontes de Segurança do país. Segundo as mesmas fontes, dois homens armados entraram nos hotéis e abriram fogo de forma indiscriminada contra as pessoas que estavam no local, entre eles alguns turistas estrangeiros. Segundo confirmou à Agência Efe o porta-voz do Ministério do Interior tunisiano, pelo menos 27 pessoas morreram pelos disparos feitos pelos dois atacantes na praia dos hotéis Imperial Marhaba, da rede espanhola Riu, e o vizinho Muradi Palm Marinay. Um dos agressores foi morto enquanto o segundo ainda está sendo perseguido pelas forças de segurança na região turística próxima a Port el Kantazi, da cidade de Susa, no centro-leste do país. Pelo menos outras seis pessoas ficaram feridas e foram levadas para o hospital regional. Segundo disseram as fontes, "ainda não se estabeleceu a identificação das vítimas nem sua nacionalidade". Testemunhas que estavam em um dos hotéis atacados explicaram à Efe que "dois ou três homens entraram com fuzis no hotel e abriram fogo contra as pessoas que estavam em sua passagem". "Nós conseguimos sair correndo e nos escondemos no quarto. Íamos descer para a rua e ouvimos gritos e avisos pela circuito interno de áudio", explicou à Efe por telefone uma das testemunhas, que pediu para não ser identificada. Fontes do hotel confirmaram que entre os mortos há turistas estrangeiros, mas não especificaram sua nacionalidade. Tanto Espanha como outros países europeus iniciaram seus protocolos de acompanhamento e identificação para conhecer a situação, informaram à Efe fontes diplomáticas europeias. Este ataque, que aconteceu ao mesmo tempo em que outros atentados similares que sacudiram hoje França e Kuwait, é o segundo deste tipo que a Tunísia sofre nos últimos três meses, depois que no dia 18 de março 22 turistas estrangeiros morreram atingidos por vários jihadistas no museu El Bardo da capital. EFE jm-ma/ma









