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Ataques a petroleiros entre EUA e Irã sinalizam uma nova fase perigosa na guerra

Militares norte-americanos afundaram um navio-tanque iraniano após Teerã disparar mísseis contra um navio de guerra

Internacional|Tim Lister, Zachary Cohen, Hira Humayun e Lex Harvey, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Sete petroleiros foram atacados no Golfo Pérsico e além, em meio a uma escalada de tensões entre os EUA e o Irã.
  • Os ataques resultaram em um aumento temporário nos preços globais do petróleo, ultrapassando US$ 100 por barril.
  • Os EUA retaliaram os ataques iranianos afundando um navio-tanque e atingindo outros, enquanto o Irã lançou mísseis contra alvos aliados dos EUA.
  • O Irã anunciou a expansão de sua zona de restrição marítima no Golfo Pérsico, aumentando as tensões na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Irã retaliou com mísseis balísticos contra uma base aérea na Jordânia, mas sem sucesso Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2024/Getty Images via CNN Newsource

Pelo menos sete petroleiros foram atingidos dentro e além do golfo Pérsico desde a noite de terça-feira (8), no horário local, à medida que os Estados Unidos e o Irã intensificam os ataques a navios-tanque no que pode marcar uma nova e perigosa fase na guerra.

A escalada fez com que os preços globais do petróleo subissem brevemente acima de US$ 100 (cerca de R$ 510, na cotação atual) por barril (cerca de 159 litros) pela primeira vez desde julho.


O petróleo tipo Brent, referência global do petróleo, subiu 2,3% antes de recuar ligeiramente.

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No final da terça-feira, os militares dos EUA atingiram cinco navios-tanque iranianos, afundando um deles, depois que o Irã disparou mísseis balísticos contra um navio de guerra da Marinha americana.


Quatro navios de transporte de petróleo bruto no Golfo de Omã e um próximo à Ilha Kharg – um centro de exportações de petróleo iraniano no golfo Pérsico – foram atingidos, informou o Centcom (Comando Central dos Estados Unidos).

Um dos navios, identificado como M/T Riesco, é visto em chamas e afundando no golfo de Omã em um vídeo publicado no X pelas forças militares.


As forças dos EUA instruíram as tripulações das embarcações que tinham como alvo a abandonar os navios antes dos ataques, afirmou o Centcom.

O Irã retaliou disparando uma saraivada de mísseis em direção à Jordânia, aliada regional dos EUA, dizendo que tinha como alvo a Base Aérea Muwaffaq Salti, uma instalação fundamental usada pelas forças americanas.


A saraivada foi ineficaz diante das defesas integradas aéreas e de mísseis, informou uma autoridade dos EUA à CNN Internacional.

O exército jordaniano informou que suas defesas aéreas lidaram com 20 mísseis balísticos, sendo 18 deles destruídos com sucesso e dois caindo em áreas despovoadas.

Na quarta-feira (9), dois navios-tanque no Golfo foram atingidos por drones. Um deles estava na costa de Dubai e o outro em águas iraquianas.

Um marinheiro morreu em um incidente envolvendo o petroleiro de produtos refinados Hercules Star, de bandeira de Gibraltar, enquanto estava fundeado na costa de Dubai, informou a afretadora da embarcação, Peninsula, na quarta-feira. A empresa não divulgou a causa da morte.

O centro UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido) informou anteriormente que uma embarcação na mesma área foi vista adernando, indicando que poderia estar recebendo água após um ataque de um “projétil desconhecido”.

Mais ao norte, um navio-tanque de bandeira panamenha foi atingido por uma fonte desconhecida em águas iraquianas, causando danos ao casco da embarcação, de acordo com o Ministério dos Transportes do Iraque.

O incidente não deixou vítimas ou feridos entre a tripulação, segundo o ministério.

Não houve reivindicação de responsabilidade pelos ataques aos dois petroleiros.

Mas o IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) do Irã havia alertado “todas as tripulações a bordo de petroleiros nas proximidades dos portos do Kuwait e do Bahrein – que acolhem esses terroristas (dos EUA) e são parceiros em suas ações hostis – para que abandonem imediatamente suas embarcações, quer estejam ancoradas ou atracadas nos portos, pois as embarcações serão alvos”.

Os ataques dos EUA foram em resposta a tentativas iranianas de atacar um navio da Marinha americana nos últimos dois dias.

A embarcação americana evadiu-se dos mísseis e continuou a patrulhar águas regionais, declarou o CENTCOM, acrescentando que “nenhum integrante das forças americanas ficou ferido”.

A troca de ataques ocorre no momento em que os EUA concentram sua estratégia em aumentar a pressão econômica sobre o regime de Teerã, ao mesmo tempo em que realizam operações de escolta para navios comerciais por meio do estreito de Ormuz e mantêm seu bloqueio naval aos portos iranianos.

Durante o fim de semana, as forças dos EUA atingiram três navios de transporte de petróleo bruto iranianos em resposta a uma tentativa iraniana de atacar um porta-aviões americano e um contratorpedeiro lançador de mísseis teleguiados.

“Padrão de escalada gradual”

As repetidas tentativas do Irã de atacar navios de guerra dos EUA e o aumento da “qualidade e quantidade” dos mísseis disparados contra alvos americanos na região demonstraram “um padrão de escalada gradual”, avaliou no X Hamidreza Azizi, analista sênior de Irã no centro de estudos International Crisis Group.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante sua viagem à Colômbia, advertiu Teerã de que os EUA responderiam a cada vez que o Irã mirasse suas embarcações navais.

“O Irã continua tentando atingir navios navais dos EUA e, a cada vez que fizerem isso, ou tentarem fazer isso, perderão petroleiros”, disse ele a repórteres na cidade de Barranquilla.

O Irã também anunciou que expandirá sua zona de restrição marítima na região do golfo Pérsico.

Um porta-voz do IRGC, o general Hossein Mohebbi, disse que a zona ampliada começará “aproximadamente a partir da direção de Chabahar”, uma cidade portuária iraniana no golfo de Omã, e incluirá “outra parte do Mar Arábico ao longo da rota que leva ao estreito de Ormuz”.

Coordenadas exatas serão anunciadas posteriormente, afirmou ele.

Teerã tem buscado manter vantagem sobre o tráfego que cruza o estreito como forma de manter os preços do petróleo elevados e pressionar o governo Trump.

Os preços da gasolina nos EUA subiram para uma nova máxima em três meses, acima de US$ 4,15 (cerca de R$ 21,17, na cotação atual) por galão (cerca de 3,79 litros) na terça-feira.

Na quarta-feira, Trump afirmou que espera que o Irã abandone seus esforços de guerra após as eleições de meio de mandato nos EUA — e que é improvável que os preços dos combustíveis nos EUA caiam antes disso.

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