Ataques de Israel no Líbano visam enfraquecer Hezbollah, mas podem ter efeito contrário, diz professor
Especialista afirma que o país pode se unir em torno do grupo extremista; ele também aponta motivação expansionista na ofensiva de Netanyahu
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Nesta quarta-feira (11), Israel retomou os ataques realizados à capital do Líbano, Beirute. Especialistas afirmam que o intuito dos ataques é prejudicar e destruir bases no território libanês que são utilizadas pelo grupo terrorista Hezbollah. Desde o início da ofensiva, 634 pessoas foram mortas. Dentre as vítimas, 91 eram crianças. Enquanto isso, mais de 800 mil habitantes foram deslocados com os bombardeios.
O professor de relações internacionais Ricardo Boff critica os métodos utilizados por Israel: “O objetivo é esse mesmo, é atingir prédios civis para assustar o pessoal, porque mesmo que se alegue que tem um membro do Hezbollah morando por ali no território, essas crianças com certeza não têm nada a ver com isso”. Ainda assim, ele reconhece que os ataques são estratégicos.

Na análise feita durante uma entrevista ao Hora News desta quarta, Boff afirmou que, ao assustar a população com as ofensivas, Israel espera aumentar a pressão contra o governo libanês. “Ao atacar a capital [...], você também força o governo do Líbano a buscar maneiras de reduzir a força do Hezbollah”. O objetivo seria diminuir o poder do Hezbollah dentro da nação, mas o professor também enxerga que o efeito contrário poderia ocorrer.
“Pode ser que o país se una a esse grupo e haja uma escala entre Israel e Líbano e entre Israel e Hezbollah; tratando Líbano e Hezbollah como duas entidades distintas, embora pertencentes ao mesmo lugar”. O profissional aponta que a organização é aliada do Irã, que financia o terrorismo na região. Assim como o Hamas, o grupo forneceu apoio contra os Estados Unidos e Israel, mas sofreu grandes baixas.
“O Hezbollah estava bastante enfraquecido, porque depois daquele ataque do Hamas, Israel não atacou apenas o Hamas, Israel atacou também o Hezbollah”. Boff, contudo, levanta a possibilidade de que os ataques não estejam envolvidos somente com a guerra no Irã. Ele supõe que Benjamin Netanyahu, que possui uma agenda expansionista, poderia tentar avançar contra o território do Líbano.
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O especialista elabora: “São vários os analistas que dizem que, se não tiver guerra com o Irã, ele [Netanyahu] vai arrumar com o Líbano. Se não tem com o Líbano, com a Palestina. Se não tem a Palestina, com o Iêmen. Vai estar sempre buscando uma guerra, que é o que retroalimenta a presença dele no poder”.
Da mesma maneira, Boff concorda com a declaração do presidente do Egito, Al-Sisi, de que o conflito não cessará enquanto a “ferida da Palestina estiver aberta”. O professor acredita que a segurança do povo palestino poderia diminuir o domínio de grupos como o Hezbollah e o Hamas no Oriente Médio.
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