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Ataques rebeldes matam 15 em cidade ucraniana, diz ministério

Bombardeios na cidade de Mariupol, no leste do país, deixaram mais de 70 feridos

Internacional|Do R7

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Grupo separatista nega responsabilidade pelo ataque na cidade portuária
Grupo separatista nega responsabilidade pelo ataque na cidade portuária

Quinze pessoas morreram neste sábado (24) em bombardeios na cidade portuária de Mariupol, no leste da Ucrânia, disse o Ministério do Interior do país, que culpa rebeldes separatistas e militares russos pelo ataque. Uma testemunha disse à Reuters que a força dos bombardeios tirou a tinta das paredes de sua casa.

As mortes ocorreram após a recusa dos separatistas em realizar novas negociações de paz, em um momento no qual os conflitos estão em seu ponto mais agudo em meses. A Organização das Nações Unidas afirmou na sexta-feira (23) que 262 pessoas morreram nos nove dias anteriores.


Sob o controle do governo e localizada no Mar de Azov, Mariupol fica na rota costeira próxima à fronteira russa com a Crimeia, anexada por Moscou em março. O conselho da cidade afirmou que foguetes foram disparados por rebeldes a partir de sistemas de mísseis GRAD e que atingiram um edifício com vários andares, causando um incêndio.

Oleksander Turchynov, secretário do conselho de defesa nacional ucraniano, descreveu o incidente como “outro crime contra a humanidade cometido pelos militares russos e bandos de terroristas sob o total controle deles”. O ataque foi iniciado pela manhã, afirmou por telefone o aposentado Leonid Vasilenko, de 76 anos, que mora nos subúrbios de Mariupol.


— Os muros estavam balançando, as janelas tremiam, tinta começou a escorrer. Me escondi no porão. O que você pode fazer? Peguei o cachorro e o gato. No porão você podia sentir a terra tremer.

O ministro do Interior afirmou que 15 pessoas morreram e 76 ficaram feridas. Separatistas negaram responsabilidade pelo ataque, informou a agência de notícias Interfax. Após os pedidos internacionais por cessar-fogo, o líder rebelde Alexander Zakharchenko prometeu na sexta-feira que suas forças realizariam uma nova ofensiva. A ONU disse que o conflito está “em seu período mais sangrento” desde setembro, quando um acordo de paz foi firmado.


Os militares ucranianos reportaram “alta intensidade” de ataques rebeldes a posições do governo. “Grupos armados ilegais estão tentando expandir as fronteiras de territórios controlados e remarcar a linha de demarcação para vantagem deles”, disse o porta-voz Andriy Lisenko.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse na semana passada que a Rússia tinha 9.000 soldados dentro da Ucrânia e pediu a Moscou que se retire, culpando o país pela agressão armada. Os russos negam ter mandado forças e armas para o leste da Ucrânia, apesar de o Ocidente dizer que há provas irrefutáveis de que isso ocorreu.

Na sexta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, culpou “ordens criminosas” dos líderes ucranianos pela escalada do conflito, que já matou mais de 5.000 pessoas. A Ucrânia afirmou que suas tropas estão segurando a batalha contra os separatistas após sofrerem uma derrota simbólica e moral na semana passada, quando os militares ucranianos se retiraram do principal terminal do aeroporto de Donetsk, maior cidade da região.

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