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ATUALIZA 1-Centro-esquerda tem liderança firme na Itália--pesquisas

Internacional|Do R7

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Por Barry Moody e James Mackenzie

ROMA, 25 Fev (Reuters) - A centro-esquerda italiana está em vantagem na eleição geral do país, com liderança de 5 a 6 pontos percentuais sobre a coalizão de centro-direita liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, de acordo com duas pesquisas feitas por telefone após o encerramento da votação, nesta segunda-feira.

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Pesquisa da emissora de TV Sky publicada após o fechamento das urnas, às 11h (horário de Brasília), mostrou o movimento de protesto do comediante Beppe Grillo em terceiro lugar.

Segundo essa pesquisa, a centro-esquerda está à frente por 5,5 pontos na Câmara e por 6 pontos no Senado, embora o resultado dependa ainda de regiões-chave na disputa. Na mais importante delas, a Lombardia, a Sky disse que a centro-esquerda estava empatada com Berlusconi.

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A Sky mostrou a centro-esquerda, de Pier Luigi Bersani, com 34,5 por cento, ante 29 por cento de Berlusconi, 19 por cento de Grillo e 9,5 por cento do premiê tecnocrata Mario Monti, depois de uma campanha sem brilho do partido centrista que decepcionou os apoiadores de Monti entre governos e investidores estrangeiros.

Uma pesquisa feita por telefone para a TV estatal RAI mostrou um panorama semelhante, com a centro-esquerda 6 pontos à frente de Berlusconi na Câmara.

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O spread entre os títulos de referência de 10 anos da Itália e seu equivalente alemão diminuiu para 260 pontos-base após a divulgação dos resultados das pesquisas, em um sinal de otimismo dos investidores com a capacidade da centro-esquerda de formar um governo estável e pró-reformas.

O quadro pode mudar depois das projeções de computadores do resultado em ambas as Casas, que se espera para depois de 12h (horário de Brasília).

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As leis eleitorais da Itália garantem uma forte maioria na Câmara ao partido ou coligação que obtém a maior parte dos votos nacionais.

No entanto, o Senado, eleito região a região, é mais complicado e o resultado pode virar em algumas regiões, especialmente na Lombardia, no rico e industrial norte, e na Sicília, no sul.

A Itália, terceira maior economia da zona do euro, é fundamental para a estabilidade na região como um todo. O período de maior perigo para o euro foi quando os custos de empréstimos de Roma entraram numa espiral fora de controle, no final de 2011.

A campanha eleitoral foi marcada na maior parte pelas questões econômicas e acompanhada de perto pelos mercados financeiros, preocupados com o risco de um retorno de crise da dívida que deixou a zona euro à beira do desastre e levou o primeiro-ministro tecnocrata Monti ao cargo em 2011.

(Reportagem adicional de Stefano Bernabei, Steve Scherer, James Mackenzie e Giuseppe Fonte, em Roma; e Lisa Jucca, em Milão)

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