Ban elogia intervenção francesa no Mali, mas alerta para riscos
Internacional|Do R7
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou nesta terça-feira a "corajosa" intervenção francesa no Mali, mas destacou os riscos que representa para os trabalhadores humanitários, os civis e o pessoal da ONU no local.
Em entrevista coletiva, Ban cumprimentou a França "por sua decisão corajosa de mobilizar tropas no Mali a raiz do avanço preocupante de grupos extremistas para o sul do país".
Também disse "apreciar os esforços" da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Cedeao), da União Africana e dos países que anunciaram a participação de seus soldados na Missão Internacional de Apoio ao Mali (Misma).
No entanto, reiterou o temor pelo risco de impacto da operação para a população civil e o respeito aos direitos humanos.
Após anunciar ter apresentado ao Conselho de Segurança "três opções para um apoio logístico" da ONU à Misma, acrescentou: "ao mesmo tempo, destaquei os riscos para nossas atividades e nosso pessoal civil na região".
Embora tenha reafirmado que a ONU "se compromete a ajudar o Mali", destacou que esta ajuda "deve respeitar as regras" do organismo, especialmente no campo dos direitos humanos.
Ban também destacou que paralelamente à intervenção militar, "a prioridade deveria ser encontrar uma solução através de um processo político", isto é, um acordo de reconciliação nacional e negociações com os rebeldes do norte que deveriam cortar seus laços com grupos terroristas.
Há alguns dias a ONU enviou uma primeira equipe de especialistas a Bamako e "se esforçará por enviar mais pessoal", disse Ban, quando o Conselho de Segurança se pronunciar sobre o financiamento da ajuda logística.
A crise no Mali começou em janeiro de 2012 com uma nova ofensiva dos rebeldes tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawad (MNLA), aliados dos islamitas.
Desde o começo da intervenção francesa, apresentada como uma guerra contra grupos terroristas que diz respeito a toda a comunidade internacional, a França tem recebido o apoio verbal unânime de seus aliados europeus.
Também recebe apoio logístico dos Estados Unidos fora do território malinense.
A União Europeia propôs organizar uma reunião internacional sobre o Mali em 5 de fevereiro em Bruxelas, com a participação da União Africana, da Cedeao e da ONU.
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