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Berlusconi rompe com governo italiano antes de duelo no Senado

Internacional|Do R7

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Por Paolo Biondi

ROMA, 26 Nov (Reuters) - O partido de centro-direita de Silvio Berlusconi declarou nesta terça-feira que votará contra o Orçamento público italiano de 2014, confirmando seu rompimento com a coalizão de governo na véspera da provável cassação do ex-premiê por fraude fiscal.


O governo do primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, solicitou um voto de confiança para acelerar a tramitação do Orçamento, a ser aprovado até o fim do ano, e deve conseguir os votos necessários mesmo sem o apoio de Berlusconi.

Mas a confirmação de que o maior partido de centro-direita deixará a ampla e instável coalizão italiana salientou a fragilidade da situação política na terceira maior economia da zona do euro desde a inconclusiva eleição em fevereiro.


"A partir de hoje estamos na oposição e a grande coalizão terminou", disse o líder do partido Forza Italia na Câmara dos Deputados, Renado Brunetta.

Mas cerca de 60 parlamentares de centro-direita se afastaram do Forza Italia e prometeram manter o apoio ao governo, o que significa que Letta deve conseguir facilmente o voto de confiança e a aprovação do Orçamento.


Outro confronto deve acontecer na quarta-feira, quando o Senado vota a cassação de Berlusconi por causa da condenação judicial que ele sofreu em agosto num processo por fraude fiscal.

O dirigente do Forza Italia, Paolo Romani, descreveu a votação de quarta-feira como "o funeral da democracia", mas disse que seu partido continuará sendo capaz de deixar sua marca no Parlamento, mesmo estando na oposição.


"Quem acha que o Forza Italia não é mais relevante para a coalizão está cometendo um grande erro", disse ele.

Em entrevista coletiva ao lado do presidente russo, Vladimir Putin, na cidade de Trieste (norte), Letta disse que a Itália - ainda atravessando sua pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial - precisa desesperadamente de estabilidade para promover reformas na sua estagnada economia.

"Para voltarmos a crescer, a Itália precisa evitar o caos, e é isso em que tenho trabalhado nos últimos sete meses e no que estou agora", disse Letta.

(Reportagem adicional de Catherine Hornby)

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