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Incêndios ‘além da capacidade de extinção’ avançam na região de Madri

Cerca de 40 mil pessoas foram retiradas ou orientadas a permanecer em casa, isoladas na região da capital espanhola

Estadão Conteúdo

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cerca de 40 mil pessoas foram retiradas ou orientadas a permanecer em casa devido aos incêndios florestais na região de Madri.
  • O governo espanhol declarou estado de emergência para agilizar recursos no combate aos incêndios.
  • Os incêndios na Europa têm se intensificado devido à seca e mudanças climáticas, com a Espanha e outros países como França e Itália enfrentando anos críticos.
  • O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, visitará o centro de coordenação de emergências para acompanhar a situação.

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Um bombeiro trabalha para combater um incêndio florestal que afeta Castela e Leão, na vila de El Tiemblo, Espanha
Espanha declarou estado de emergência de interesse nacional na região de Madri e na província de Ávila Violeta Santos Moura/Reuters - 24.07.2026

Cerca de 40 mil pessoas foram retiradas ou orientadas a permanecer em casa, isoladas na região de Madri, na Espanha, enquanto os incêndios florestais continuam a se espalhar nesta sexta-feira (24), afirmou o delegado do governo central, Francisco Martín Aguirre, que classificou a situação como “muito complicada”.

“As previsões indicam que o vento vai continuar e, consequentemente, até esta noite o incêndio pode continuar avançando”, disse ele em entrevista coletiva, alertando que as autoridades não descartam novas retiradas de pessoas e ordens para que a população permaneça em casa.


O incêndio que atinge parte da região de Madri está em seu “momento mais crítico”, avaliou o delegado do governo na região, Carlos Novillo, à imprensa no posto de comando das operações de combate às chamas, e afirmou que o fogo está “além da capacidade de extinção”.

Novillo acrescentou que o incêndio na província vizinha de Ávila estava “avançando mais para o norte do que o previsto”, o que faz com que ele não se junte às chamas que atingem a região de Madri.


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O governo espanhol declarou estado de emergência de interesse nacional na região de Madri e na província de Ávila. A medida, anunciada pelo Ministério do Interior, visa agilizar os recursos para combater os incêndios e deixa a resposta à crise a cargo da Unidade Militar de Emergências (UME).

De acordo com dados de satélite do sistema Effis analisados pela AFP, 2026 é o segundo pior ano em termos de área queimada por incêndios florestais na União Europeia neste período desde que os registros começaram, há 20 anos.


No sábado, o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, irá ao centro de coordenação de emergências do incêndio que já atingiu 6 mil hectares na região de Madri, informou seu gabinete nesta sexta.

O chefe do Executivo espanhol estará acompanhado do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, no município de Cenicientos, onde participará de uma reunião de emergência.


Mais de 12 mil incêndios na França

O avanço dos incêndios na Europa também provoca a retirada de pessoas em outros países. Segundo o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, mais de 12.500 incêndios foram registrados na França desde o início do ano, e 44 mil hectares já foram queimados. No país, os incêndios florestais nunca consumiram tanta superfície nesta época do ano. A Itália também enfrenta um de seus piores anos.

Três bombeiros morreram nos últimos dias, dois deles na França e um na Itália. No sul da França, eles lutavam contra dois incêndios de grande magnitude, um dos quais, em Le Porge, afetou 4.800 hectares, segundo a última estimativa. Conforme fontes consultadas pela AFP, o incêndio teria sido provocado por trabalhos de limpeza de vegetação em uma estrada florestal.

Outro incêndio, que começou na última terça-feira (21), em um campo, e que se espalhava pelo departamento de Var, no sudeste da França, afetou 2.700 hectares e levou à retirada de mais de 300 pessoas.

A seca, agravada pelas ondas de calor que atingiram o continente em junho e julho, que causaram maior evaporação da água da vegetação e do solo, é uma das explicações para as florestas queimarem com mais facilidade na Europa.

São justamente as mudanças climáticas, causadas principalmente pela queima contínua de petróleo, carvão e gás, que agravam a seca atual, concluíram os climatologistas do grupo World Weather Attribution em um estudo publicado na quinta-feira.

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