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Bomba contra bactéria: cientistas descobrem células que explodem para defender o organismo

Ruptoblastos podem ajudar no desenvolvimento de terapias para combater tumores ou bactérias resistentes a medicamentos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cientistas descobriram ruptoblastos, células imunológicas que explodem para proteger o organismo.
  • Essas células, ativadas pelo hormônio activina, liberam agentes letais que destroem bactérias e células cancerosas.
  • Ruptoblastos oferecem um novo modelo para desenvolver terapias contra tumores e bactérias resistentes.
  • A pesquisa foi liderada por cientistas das universidades Ben-Gurion e Stanford e publicada na revista Cell.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Células imunes intactas (à esquerda) se desintegraram (à direita) após sua explosão ser desencadeada pela adição de um hormônio Benyamin Rosental

Cientistas identificaram um tipo de célula imunológica até então desconhecido que explode para proteger o organismo. Chamadas de ruptoblastos, essas células redefinem a compreensão do sistema imunológico por não pertencerem à linhagem sanguínea clássica, como os glóbulos brancos, mas sim a uma família de células glandulares.

O funcionamento dessas células assemelha-se ao de granadas celulares. Elas permanecem inativas até detectarem um pico do hormônio activina, que atua como um sinalizador de alerta no corpo. Uma vez acionada, a célula é rapidamente inundada por cálcio, o que provoca uma erupção em poucos minutos. Essa explosão libera uma onda de agentes letais poderosos que destroem instantaneamente qualquer ameaça dentro da zona de impacto, sendo capaz de romper as membranas de bactérias invasoras em instantes.


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A pesquisa, realizada inicialmente em platelmintos, um tipo de verme com corpo achatado bastante comum, comprovou que essa erupção desempenha funções vitais de proteção, incluindo a eliminação de bactérias e a indução da rejeição de tecidos estranhos. Em testes de laboratório, a potência do coquetel químico liberado pelos ruptoblastos foi tão alta que conseguiu eliminar células de mamíferos, incluindo células renais cancerosas humanas.


Essa capacidade demonstra que o arsenal dessas células é universal, oferecendo um modelo novo para cientistas que buscam desenvolver terapias para combater tumores ou bactérias resistentes a medicamentos.

Para evitar uma reação em cadeia perigosa, a natureza desenvolveu mecanismos de segurança para os ruptoblastos. Caso uma dessas células seja esmagada ou destruída mecanicamente por acidente, ela não libera nenhuma toxina; a letalidade exige o gatilho bioquímico da activina. Além disso, a zona tóxica criada pela explosão se degrada naturalmente em 15 minutos, garantindo que as células saudáveis vizinhas não sejam atingidas pelo “fogo cruzado”.


Embora ausentes em modelos de laboratório comuns, como camundongos, o mapeamento genético revelou que os ruptoblastos estão presentes em uma ampla variedade de organismos antigos e primitivos.

Essa descoberta sugere uma estratégia evolutiva profunda que liga diretamente sinais hormonais a uma defesa imunológica explosiva, abrindo caminho para novas formas de tratar infecções e células com mau funcionamento.


A pesquisa foi liderada Benyamin Rosental, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Genética Shraga Segal e do Centro de Medicina Regenerativa e Células-Tronco da Universidade Ben-Gurion (BGU), juntamente com Bo Wang, do Departamento de Bioengenharia das Faculdades de Engenharia e Medicina da Universidade Stanford.

O trabalho foi publicado na revista científica Cell.

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