Bombas contra policiais e peregrinos deixam 19 mortos no Iraque
Internacional|Do R7
TIKRIT, Iraque, 13 Nov (Reuters) - Ao menos 19 pessoas morreram nesta quarta-feira em ataques a bomba contra a polícia e peregrinos, pouco antes do fim de um festival religioso de muçulmanos xiitas, informaram fontes de segurança e médicas.
Nenhum grupo assumiu de imediato a responsabilidade pelos atentados, que coincidiram com o ritual sagrado de Ashura, em que xiitas homenageiam o imã Hussein, morto há mais de mil anos. O ritual de 10 dias termina na quinta-feira.
Os xiitas são considerados apóstatas pelos insurgentes extremistas islâmicos sunitas, que têm recuperado o ímpeto este ano no Iraque.
Equipes de segurança também são um alvo principal para os militantes sunitas ligados à Al Qaeda, que buscam desestabilizar o governo do Iraque liderado pelos xiitas e alimentar o conflito entre as comunidades.
No ataque mais violento, 10 pessoas foram mortas quando um homem-bomba dirigiu um caminhão cheio de explosivos através de um posto de checagem da polícia na cidade de al-Alam, próxima a Tikrit, informou a polícia.
Militantes islâmicos sunitas e outros insurgentes possuem um ponto de apoio em Tikrit.
"Um motorista de caminhão alcançou o ponto de checagem e quando a polícia pediu para encostar, ocorrei uma poderosa explosão, matando dois policiais e oito transeuntes inocentes", disse o coronel da polícia Khalid Mahdi.
Perto da cidade de Baquba, três bombas explodiram próximo a um grupo de peregrinos xiitas que comemoravam a Ashura, matando nove, disseram fontes de segurança e médicas.
A violência começou a aliviar depois que a afiliada iraquiana da Al Qaeda foi forçada à clandestinidade em 2007, mas voltou a aumentar, com mais de 7,5 mil civis mortos até agora em 2013, de acordo com o grupo de monitoramento Iraq Body Count.
Autoridades iraquianas culparam a Al Qaeda e a guerra civil na vizinha Síria, que atrai militantes sunitas em luta contra o presidente Bashar al-Assad, aliado do Irã xiita, pela volta da violência.
(Reportagem de Ghazwan Hassan, em Tikrit, e um repórter da Reuters em Baquba)












