Boris Johnson recusa pacto eleitoral com Partido do Brexit
Nigel Farage e o milionário Aaron Banks são mal vistos por Johnson e 'não devem se aproximar do governo' disse fonte do Partido Conservador
Internacional|Da EFE

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recusou um pacto com o líder do Partido do Brexit, Nigel Farage, em caso de eleições antecipadas no Reino Unido, revelou nesta quarta-feira (11) um porta-voz do governo.
Uma fonte do Partido Conservador, de Johnson, afirmou que Farage, ex-dirigente do eurofóbico Partido pela Independência do Reino Unido (UKIP), e o milionário Aaron Banks, que o financia, são mal vistos por Johnson. "Não são pessoas apropriadas e jamais deveremos deixar que se aproximem do governo", disse a fonte.
Farage formalizou nesta quarta a proposta, feita no fim de semana, com a publicação de anúncios em dois jornais britânicos, nos quais oferece colaborar para "garantir uma grande maioria pró-Brexit e destruir o Trabalhismo de (Jeremy) Corbyn".
"Juntos seríamos imparáveis", afirma o eurodeputado, que reivindica o que chama de "ruptura limpa", ou seja, sem acordo, com a União Europeia.
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No último domingo, o líder do Partido do Brexit propôs a Johnson em artigo de imprensa carimbar um pacto eleitoral de "não agressão", pelo qual a sua legenda não apresentaria candidatos nas circunscrições onde os conservadores contam com candidatos partidários de uma saída da UE sem acordo.
Em troca, pede aos 'tories' que não concorram nas regiões onde nunca antes venceram um pleito, mas cujos eleitores apoiaram o Partido do Brexit nas últimas eleições ao Parlamento Europeu.
A recusa do Governo indignou Farage, que escreveu no Twitter que os comentários parecem saídos das profundezas de um bunker e garantiu que não quer um cargo no Executivo, mas concretizar um Brexit limpo.











