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Brics e países do Golfo deveriam ajudar Síria, dizem EUA

Internacional|Do R7

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Por Dominic Evans

BEIRUTE, 27 Jun (Reuters) - Os países árabes do golfo Pérsico e as economias emergentes que integram os Brics, entre elas o Brasil, deveriam se empenhar mais em cobrir um rombo de bilhões de dólares nos esforços de ajuda à Síria, disse uma alta funcionária norte-americana nesta quinta-feira.


Descrevendo a Síria como uma "catástrofe humanitária esmagadora e em rápido movimento", a secretária-assistente de Estado, Anne Richard, disse que essa crise apresenta desafios quase sem precedentes.

Após mais de dois anos de guerra civil, cerca de 1,7 milhão de refugiados já fugiram da Síria para o Líbano e a Jordânia, cujas pequenas populações sofrem para lidar com esse afluxo. Além disso, há cerca de 4 milhões de refugiados internos.


A ONU estima que o número de refugiados irá dobrar até o fim do ano e diz que um total de 10 milhões de pessoas precisa de ajuda. Por isso, a entidade lançou o maior apelo humanitário da sua história, solicitando 5 bilhões de dólares para cobrir as operações do segundo semestre.

Para o primeiro semestre, o apelo foi bem mais modesto, e mesmo assim ficou longe de ser cumprido, o que motiva graves preocupações para o próximo período.


"Os doadores tradicionais na Europa sentem o peso dos problemas econômicos. O mundo olha para os Estados do Golfo para serem os novos doadores, doadores emergentes", disse Richard à Reuters. "Estamos na verdade abordando ... os Brics e os países do Golfo."

Segundo cifras da ONU, os países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) contribuíram desde o começo do ano com apenas 9,3 milhões de dólares (de um total de 2,1 bilhões) para aliviar a crise síria por intermédio da ONU e de outras organizações humanitárias.


Richards elogiou o Kuweit, que entregou neste ano à ONU 300 milhões de dólares para serem usados na assistência à Síria, mas disse que em geral os ricos países árabes do golfo Pérsico "tradicionalmente preferem dar assistência bilateralmente, e às vezes preferem oferecer assistência em espécie".

"Quando vou e peço a eles que façam um cheque para as Nações Unidas, isso representa um rompimento em relação aos métodos preferidos deles para fazerem as coisas", disse Richards em entrevista na embaixada dos EUA no Líbano.

Os Estados Unidos prometeram neste mês 300 milhões de dólares em assistência humanitária à Síria, elevando a 815 milhões a sua contribuição desde o início do conflito.

Antevendo a escassez de verbas na casa "dos bilhões de dólares", ela disse que já discutiu com agências da ONU sobre como priorizar a ajuda aos casos mais vulneráveis, mesmo que isso exija dar as costas a pessoas que genuinamente precisam de ajuda. "É um cálculo terrível de ser feito", afirmou.

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