Brics expressam preocupação pela deterioração da situação na Síria
Internacional|Do R7
Durban (África do Sul), 27 mar (EFE).- O grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) expressou nesta quarta-feira sua "profunda preocupação" pela "deterioração da segurança e da situação humanitária" na Síria. No comunicado final da 5ª cúpula anual, que terminou nesta quarta em Durban (África do Sul), as cinco potências emergentes condenaram as "crescentes violações dos direitos humanos e da lei humanitária internacional como resultado de violência contínua". Além disso, os Brics reafirmaram sua "oposição a uma maior militarização do conflito" e chamaram todas as partes sírias ao "diálogo" para solucionar o conflito. "Um processo político liderado pelos sírios que conduza a uma transição só pode seguir mediante a um amplo diálogo nacional que responda às aspirações legítimas de todos os setores da sociedade síria e respeite a soberania, a integridade territorial e a independência síria", disse o bloco. Dentro do grupo, Rússia e China vetaram em três ocasiões, no Conselho de Segurança da ONU, resoluções contra o regime de Damasco. Moscou e Pequim temem que a uma resolução deste órgão possa levar a uma intervenção militar do Ocidente na Síria, similar à ocorrida na Líbia, e apostam por uma saída negociada. Antes dos Brics divulgarem o comunicado conjunto, o presidente sírio, Bashar al Assad, pediu nesta quarta-feira ajuda ao grupo para conseguir a cessação da violência na Síria, em carta remetida ao presidente sul-africano e anfitrião da cúpula, Jacob Zuma. "Os senhores representam um grande peso político, econômico e cultural, e procuram estabelecer a paz, a segurança e a justiça no tenso mundo de hoje. Devem desdobrar todo o esforço possível para colocar um fim ao sofrimento do povo sírio", disse Assad. Previamente, a organização defensora dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) tinha pedido aos Brics que exigissem de Assad "a cessação imediata" dos ataques indiscriminados do regime contra civis. A declaração conjunta dos Brics pede que o regime sírio e os rebeldes facilitem os trabalhos das organizações humanitárias e garantam sua segurança, como pediam organizações como a própria HRW e Médicos Sem Fronteiras (MSF). Em dois anos de conflito, no qual o Governo sírio foi acusado de atacar indiscriminadamente seus cidadãos, até o momento morreram 70 mil pessoas e mais de um milhão estão refugiadas. EFE mg/ff











