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Britânica saudável quer morrer em clínica na Suíça após perder filho

Caso envolvendo perda familiar reacende discussões legais e éticas sobre prática na Europa

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Wendy Duffy, uma mulher britânica de 56 anos, planeja morrer em uma clínica de suicídio assistido na Suíça após a morte de seu filho.
  • Ela viajou sozinha para a Suíça após ter seu pedido aceito, visando um fim sem impacto traumático a terceiros.
  • O caso levanta debates sobre a legalização do suicídio assistido no Reino Unido, com tensões entre defensores e críticos da prática.
  • A Suíça, entre poucos países que permitem essa prática, exige avaliações rígidas para autorizar o procedimento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Wendy Duffy, 56 anos, deve morrer em uma clínica na Suíça Reprodução/Facebook/Wendy Duffy

Uma mulher britânica de 56 anos decidiu viajar para a Suíça com o objetivo de acabar com a própria vida em uma clínica de suicídio assistido, mesmo sem apresentar doenças graves. O caso reacende discussões sobre os limites legais e éticos desse tipo de procedimento, permitido em alguns países sob determinadas condições.

Wendy Duffy embarcou em um voo só de ida para o país europeu após ter seu pedido aceito por uma clínica especializada. Ex-cuidadora, ela afirmou que planejou a decisão por mais de um ano e buscou uma forma que considerasse mais controlada para morrer.


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Segundo relatos, a escolha foi motivada pela morte de seu único filho, Marcus, que faleceu aos 23 anos após engasgar-se enquanto dormia. Desde então, Duffy afirma não ter conseguido recuperar o sentido da vida, mesmo após tratamentos e acompanhamento médico.

Ela já havia tentado tirar a própria vida meses após a morte do filho, quando ingeriu uma overdose de medicamentos e precisou ser mantida em ventilação mecânica por duas semanas. Agora, diz querer um fim que não cause impacto traumático a terceiros.


A clínica suíça responsável pelo procedimento exige uma série de etapas antes da autorização final. Entre elas estão avaliações médicas, análise de documentos e ao menos duas consultas presenciais com profissionais de saúde para confirmar a capacidade mental do paciente e a ausência de coerção externa.

De acordo com a instituição, Duffy atende aos critérios exigidos. O fundador da clínica afirmou que ela demonstra clareza na decisão e não apresenta sinais de depressão clínica, o que, segundo ele, reforça a legitimidade do processo.


O método envolve a administração voluntária de um medicamento pelo próprio paciente. Após a ingestão, a pessoa entra em coma em cerca de um minuto e, logo depois, ocorre a morte.

Duffy também relatou ter planejado detalhes finais, como a música que deseja ouvir no momento da morte. Ela escolheu a canção “Die With A Smile”, de Lady Gaga e Bruno Mars, e afirmou que pretende se despedir da família por telefone ao chegar à Suíça.


Wendy afirma que não consegue mais viver depois da morte de seu filho Marcus (foto) GoFundMe

A decisão foi comunicada aos familiares, que, segundo ela, compreendem sua escolha, embora o momento da despedida seja difícil. Ela afirmou que todos sabem de seu sofrimento e de sua falta de vontade de continuar vivendo.

O caso ocorre em meio a debates no Reino Unido sobre a possível legalização do suicídio assistido em circunstâncias restritas. Uma proposta está em discussão na Câmara dos Lordes, mas enfrenta forte resistência de organizações, especialmente aquelas que representam pessoas com deficiência.

Críticos argumentam que a legalização pode abrir espaço para pressões indiretas sobre indivíduos vulneráveis, levando-os a optar pela morte. Já defensores afirmam que a prática deve ser uma escolha individual, baseada na autonomia e dignidade.

Atualmente, a Suíça é um dos poucos países que permitem esse tipo de procedimento, inclusive para estrangeiros.

Além da Suíça, algumas nações europeias e a Colômbia também permitem a prática em casos específicos, geralmente relacionados a sofrimento considerado irreversível, incluindo algumas condições psiquiátricas.

Para Wendy Duffy, no entanto, a decisão é definitiva. Ela afirma que nenhuma alternativa foi capaz de amenizar a dor causada pela perda do filho e que a escolha representa, para ela, uma forma de encerrar o sofrimento.

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