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Buscas por caixas-pretas de avião podem demorar uma semana, afirma especialista

Potência do sinal do dispositivo dura cerca de 30 dias e não pode ser localizado por satélite

Internacional|Do R7

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Condições climáticas adversas dificultam o trabalho de buscas dos destroços no local. Quatro corpos foram resgatados
Condições climáticas adversas dificultam o trabalho de buscas dos destroços no local. Quatro corpos foram resgatados

As equipes de resgate podem demorar até uma semana para recuperar as caixas-pretas do avião da AirAsia acidentado com 162 pessoas a bordo no oeste da Indonésia, disse nesta quinta-feira um especialista do país. Toos Sanitiyoso, investigador do Comitê Nacional para a Segurança do Transporte indonésio, afirmou que sua estimativa é que os objetos possam ser localizados em uma semana devido às condições meteorológicas adversas, segundo o jornal "Straits Times".

— O mais importante é encontrar a principal área do acidente e depois a caixa-preta —, disse Toos. Ele disse que ainda não foram detectados os sinais de localização destes dispositivos, que, ao contrário do que o nome indica, são de cor laranja.


As equipes ainda não encontraram a parte principal do Airbus 320-200 da AirAsia, mas recuperaram destroços do veículo e sete corpos, sendo três mulheres e quatro homens, no mar de Java.

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Acredita-se que a aeronave esteja entre 30 e 50 metros de profundidade e a cerca de 100 milhas náuticas (185,2 quilômetros) do povoado de Pangkalan Bun, no sul da ilha de Bornéu. Fernando Marián, controlador aéreo e membro da Associação Profissional de Controladores de Trânsito Aéreo da Espanha, explicou que a capacidade de emissão das caixas-pretas "é de cerca de 30 dias e a potência de seu sinal não permite sua localização através de satélites".


Segundo Marián, o tempo que demorará para encontrar o avião dependerá da acessibilidade da área do acidente, que neste caso é dificultada pelas fortes ondas e condições meteorológicas adversas.

— No caso do acidente do Air France 447 demoraram 4 anos e, no do acidente da Swiftair, apenas algumas horas —, lembrou.


O especialista disse que os aviões também contam com um sistema ELT (Emergency Locator Transmitter), que são dispositivos de localização que emitem sua posição ao entrarem em contato com a água. Marián explicou que as caixas-pretas esclarecerão as dúvidas sobre as causas do acidente, por isso que, por enquanto, nenhuma hipótese pode ser descartada, "desde um possível atentado até erros mecânicos ou humanos".

O Airbus da AirAsia deixou a cidade indonésia de Surabaia no domingo e aterrissaria cerca de duas horas depois em Cingapura, mas caiu no Mar de Java 40 minutos após decolar. Estavam a bordo 155 passageiros e outros sete integrantes da tripulação. Entre eles há 155 indonésios, três sul-coreanos, um britânico, um francês (copiloto), um malaio e um cingapuriano.

O piloto solicitou à torre de controle para fazer um desvio à esquerda na rota e subir de 32 mil para 38 mil pés com o objetivo de evitar uma tempestade. A alteração de curso foi aprovada, mas a elevação negada porque outra aeronave já trafegava na mesma altitude. Minutos depois, quando os controladores de voo tentaram entrar em contato para informar que o avião da AirAsia estava autorizado a subir até 34 mil pés, não houve resposta. A aeronave já havia sumido dos radares.

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