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Câmara aprova texto-base de medida provisória do programa Mais Médicos

Internacional|Do R7

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São Paulo, 9 out (EFE).- A Câmera dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira o texto principal da medida provisória do programa "Mais Médicos", em uma votação que durou mais de sete horas devido às tentativas da bancada ruralista e da oposição de adiar a aprovação da matéria. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), marcou a análise de 13 destaques (propostas de exclusão de trechos da medida provisória) para amanhã. Depois, a matéria deverá ser submetida à aprovação do Senado. Depois de mais de seis horas de obstrução da votação por parte dos partidos da oposição e da bancada ruralista, o texto principal do programa conseguiu ser aprovado pelos deputados. Os deputados da bancada ruralista, que defendem os interesses de agricultores e pecuaristas, anunciaram a obstrução de todas as votações no plenário até que o presidente da Câmara instalasse uma comissão especial para analisar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que retira do governo federal a autonomia para demarcar terras indígenas, de quilombolas e de áreas de preservação ambiental. Alves tinha decidido adiar a instalação da comissão especial depois de pressões das comunidades indígenas, que fizeram protestos em Brasília na semana passada. Dois deputados, Luiz Carlos Heinze (PP) e Ivan Valente (PSOL) chegaram a bater-boca sobre a questão, o que quase resultou numa briga. Com o fim da discussão, a sessão para a votação da medida provisória do Mais Médicos prosseguiu. O programa "Mais Médicos" foi lançado pela presidente Dilma Rousseff como resposta aos protestos que tomaram o país em junho, exigindo melhores serviços, sobretudo na saúde e no transporte público. A contratação dos médicos estrangeiros gerou uma forte onda de rejeição dos conselhos de medicina, que afirmam que a saúde pública necessita de mais investimentos, não de mais médicos. Segundo dados oficiais, o Brasil tem atualmente 1,8 médicos para cada mil habitantes, uma taxa muito pequena em relação a outros países da região como, por exemplo, o Uruguai (3,7) e a Argentina (3,2). EFE ass/rpr

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