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Câmara dos EUA insiste em adiar reforma da saúde em nova votação

Internacional|Do R7

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Washington, 30 set (EFE).- A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira um plano orçamentário que evitaria um fechamento temporário do governo federal, mas atrasaria durante um ano a entrada em vigor de uma parte-chave da reforma da saúde, algo que o Senado e a Casa Branca advertiram que não aceitarão. Por 228 votos a favor e 201 contra, a Câmara completou sua terceira tentativa de atacar a reforma da saúde, com um plano quase sem chances de se transformar em lei, o que pressagia um fechamento parcial do governo à meia-noite, quando se esgotarão os fundos não essenciais. O Senado prevê reunir-se em menos de uma hora para considerar a proposta. A expectativa é que elimine então todas as referências à reforma da saúde e volte a enviar à Câmara um plano orçamentário cujo único fim seja manter as operações do governo, anteciparam fontes democratas ao jornal "The Washington Post". Isso deixará à Câmara dos Representantes pouco mais de uma hora para decidir se aceita essa proposta antes que comece o novo ano fiscal e o governo fique sem fundos para parte de suas atividades pela primeira vez em mais de 17 anos. O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, deixou claro que não está disposto a ceder, em discurso pouco antes da votação. "Não vou negociar", disse Boehner. "Direi ao presidente: isto não se trata de mim. Não se trata dos republicanos no Congresso. Trata-se de justiça para os americanos", acrescentou, ressaltando o "impacto devastador" da reforma da saúde. A proposta recém aprovada atrasaria em um ano a entrada em vigor da parte mais importante da reforma da saúde, a que a partir de janeiro obrigará a todos os americanos contratar um seguro de saúde. Além disso, proíbe o governo de subvencionar os seguros médicos dos membros do Congresso e dos funcionários da Casa Branca, inclusive do presidente Barack Obama. "Essas tentativas (de descarrilar a reforma da saúde) nunca serão aprovadas no Senado, nem se transformarão em lei", advertiu Obama em várias ligações aos líderes do Congresso pouco antes da votação. A votação desta noite na câmara mostrou uma divisão crescente entre os republicanos em relação a domingo, quando esse plenário aprovou outra tentativa de atacar a reforma da saúde por 231 votos a favor e 192 contra. Na votação de hoje, 12 republicanos votaram contra a medida, possivelmente preocupados pelo impacto que pode ter em suas perspectivas de reeleição no pleito legislativo de 2014. Um fechamento do governo obrigaria a enviar para casa quase 800 mil funcionários durante o tempo que dure a falta de fundos e poderia custar mais de US$ 1 bilhão aos cofres públicos, segundo a Casa Branca. EFE llb/rsd

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