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Câmara mantém mandato de Natan Donadon em votação secreta

Internacional|Do R7

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Brasília, 29 ago (EFE).- O plenário da Câmara rejeitou nesta quarta-feira o processo de cassação do mandato do deputado Natan Donadon, que foi condenado a 13 anos de prisão por formação de quadrilha e peculato e está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma votação secreta na noite de ontem, a qual foi esticada para tentar recolher o maior número de votos, apenas 233 deputados votaram a favor da cassação, 24 a menos que os 257 exigidos. Além das 41 abstenções, 131 votaram a favor da absolvição de Donadon, que foi autorizado pela Justiça a se defender em plenário e, inclusive, se ajoelhou e rezou com as mãos para cima para agradecer o resultado. No entanto, o deputado conseguiu salvar seu mandato devido ao número de deputados na sessão, apenas 405 dos 513 membros. Apesar da vitória na votação, Donadon não poderá exercer seu mandato, tendo em vista que, dizendo-se constrangido com o resultado, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mandou convocar o suplente de Donadon, Amir Lando (PMDB-RO). Alves alegou que, por estar preso, Donadon não poderá cumprir as funções de parlamentar, além de ter anunciado que o deputado não terá direito a salário e nem às prerrogativas parlamentares enquanto estiver na prisão, fato que foi elogiado por alguns dos políticos presentes. Após se queixar das supostas condições desumanas da principal prisão de Brasília, o parlamentar condenado agradeceu a solidariedade dos colegas que o absolveram. "Agradeço a Deus. A justiça está sendo feita", afirmou o parlamentar ajoelhado no plenário da Câmara dos Deputados. O resultado da sessão, qualificado como vergonhoso por alguns parlamentares, reforçou os argumentos dos deputados que há anos defendem a proibição das votações secretas no Congresso. O próprio presidente da câmara anunciou que acelerará a votação da proposta da emenda constitucional que põe um fim ao voto secreto, uma das práticas mais condenadas em meio a recente onda de protestos. Donadon, que já foi expulso das fileiras do PMDB, foi condenado à prisão há três anos pelos crimes de formação de quadrilha e desvio de verba pública, embora tenha ficado em liberdade até o último mês de junho graças a diversos recursos jurídicos. Na ocasião, o STF rejeitou o último dos recursos e ordenou a prisão imediata do parlamentar. Essa foi a primeira vez que a suprema corte ordenou a prisão de um parlamentar em pleno exercício de seu mandato. Donadon foi considerado culpado pelo desvio de R$ 8 milhões de reais detectados em 1998 na Assembleia Legislativa do estado de Rondônia, na qual ocupava a direção financeira. Neste mesmo caso, outras sete pessoas foram condenadas à prisão, entre elas Marcos Donadon, irmão do legislador e deputado regional em Rondônia, onde foi capturado hoje em um aeroporto regional. O deputado ocupa uma cadeira no Congresso nacional desde 2003 e nas últimas eleições, realizadas em 2010, foi eleito para um novo mandato, o qual termina em 2015. EFE cm/fk

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