Candidatas à Presidência do Chile aguardam a decisão dos eleitores
Internacional|Do R7
Santiago do Chile, 14 dez (EFE).- As candidatas à presidência do Chile optaram neste sábado, véspera do segundo turno, por fazer uma pausa e esperar saber amanhã qual das duas sucederá Sebastián Piñera, se a líder da centro-esquerda, Michelle Bachelet, ou a representante da direita, Evelyn Matthei. Elas ficaram em casa, enquanto seus colaboradores mais próximos reforçavam os convites a votar, repetidos como um "mantra" durante a campanha, já que estas são as primeiras eleições com voto facultativo no Chile e no primeiro turno a abstenção ultrapassou os 50%. "As pessoas não gostam que decidam por elas. Um cidadão responsável não pode se abster dessa decisão e confiamos que os cidadãos sejam responsáveis e exerçam seu direito", declarou Javiera Blanco, porta-voz do comando de Bachelet. Já o ex-ministro e membro do comando de Matthei Luciano Cruz-Cocke afirmou que "esta eleição será ganha por quem mobilizar mais seu eleitorado e nesta segunda etapa foi a centro-direita que o fez". Analistas de diferentes cores políticas deram por certo que Bachelet ultrapassará os 46,7% que teve em 17 de novembro e superará com folga o requisito mínimo de metade mais um dos votos exigidos pela lei para ganhar a presidência. A incógnita então é se a ex-presidente conquistará um terceiro mandato com uma quantidade contundente de votos ou se deverá se conformar com uma porcentagem apertada do censo eleitoral, de 13,5 milhões de pessoas. No primeiro turno foram registrados 6,69 milhões de votos válidos. Mas a situação era bem distinta, porque concorriam nove candidatos, a maioria dos quais não divulgou abertamente adesão a nenhuma das duas candidatas que foram para o segundo turno. A principal pergunta que aflige os estrategistas das campanhas é o cenário de voto voluntário vigente desde 2012, que não deixa nada claro se quem participou do primeiro turno se sentirá motivado a votar no segundo. "A lógica indica que a participação vai cair", afirmou Patrício Santamaría, presidente do Serviço Eleitoral (Servel). Algo parecido pensa o deputado e analista eleitoral José Auth, um dos poucos que se atreveu a fazer uma previsão sobre o número de eleitores. Ele apostas que votarão 700 mil pessoas a menos que em novembro, ou seja, que os votos válidos ficarão em seis milhões. Sobre essa base, Auth acredita que se Bachelet conseguir um terço dos votos do progressista Marco Enríquez-Ominami (10,8%) e do independente Franco Parisi (10,11%), somaria uns 3,8 milhões de votos (63%), enquanto Matthei chegaria aos 2,2 milhões de votos (37%). O deputado estimou que o fato de Bachelet já ser uma virtual ganhadora pode fazer com que gente que a apoia fique em casa, o que também se daria no caso de Matthei, por ser considerada de antemão uma perdedora. O ex-ministro de Cultura Luciano Cruz-Coke por outro lado não perde a esperança e sustenta que Matthei tem uma "oportunidade de ganhar esta eleição embora seja improvável". Apesar do número de eleitores ser incerto, o que está claro é que a apuração será bastante rápida. O Servel disse que as 19h (20h em Brasília) já devem estar apuradas 40% das urnas e provavelmente uma hora mais tarde, 90%. As porcentagens permitiriam estabelecer com bastante clareza se Bachelet cumprirá a previsão de ser vencedora, se Matthei surpreenderá, ou se pelo menos conseguirá alcançar a votação histórica da direita, próxima dos 40%. EFE pm/cd (foto)











