Candidato governista lidera eleição na Argentina, mas 2º turno continua em aberto, diz boca de urna
Daniel Scioli precisaria de 45% dos votos para vencer hoje, mas teria conseguido apenas 39%
Internacional|Do R7, com agências internacionais

As primeiras pesquisas de boca de urna começam a ser divulgadas na Argentina e mostram que o candidato governista de centro-direita à Presidência, Daniel Scioli, lidera a disputa do primeiro turno na Argentina. De acordo com informações divulgadas pelo jornal La Nación, o candidato teria alcançado cerca de 39% dos votos neste domingo (25).
Apesar da liderança, esse número ainda deixa em aberto a possibilidade de um segundo turno, marcado para 22 de novembro. Para ganhar hoje, Scioli teria que conseguir mais de 45% dos votos válidos, ou mais de 40% com 10% de diferença do segundo colocado.
Novo presidente poderá mudar política externa da Argentina
Argentina, Costa do Marfim, Haiti e Guatemala têm eleições presidenciais neste domingo
O opositor Mauricio Macri aparece, até o momento, com cerca de 30% dos votos.
De acordo com informações da agência de notícias Reuters, o chefe da campanha de Macri, Marcos Peña, declarou nesta noite que “haverá um segundo turno, segundo dados nossos, que são baseados em pesquisas de boca de urna".
Em terceiro lugar, o candidato Sergio Massa, teria alcançado cerca de 20% dos votos.
Além de vice-presidente e presidente, os argentinos votaram na renovação de um terço do Senado, metade da Câmara dos Deputados e 11 dos 25 governadores.
Os resultados oficiais devem começar a ser divulgados a partir das 23h locais (0h de Brasília), no entanto, a contagem definitiva pode demorar até uma semana.
Missão cumprida
Ao comentar as eleições em seu país, a atual presidente, Cristina Kirchner, disse estar cumprindo a promessa de seu companheiro de vida e de militância Néstor Kirchner de construir um país onde os cidadãos votam em um cenário de democracia, “sem renúncias antecipadas, sem crises econômicas e sociais e nem temores”, mas “com crescimento”, segundo informações da Agência Brasil.
— Sinto que hoje é um dia especial porque estamos cumprindo a promessa que fiz aos argentinos no dia 25 de maio de 2003 de construir um país normal.
A chefe de Estado avaliou ainda que, antes que seu partido se constituísse como força política no país, os argentinos votavam em meio a um contexto de renúncias antecipadas e de crises econômicas e sociais muito graves.
— Hoje, após três mandatos consecutivos de governo do partido, temos um país absolutamente normal, sem o medo de que algo possa acontecer no cenário econômico ou de perda do emprego, com uma atividade econômica e um crescimento único e com os argentinos viajando por todo o mundo.
Conheça o R7 Play e assista a todos os programas da Record na íntegra!











