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Cão de busca é a melhor ferramenta para encontrar desaparecidos, diz bombeiro

Segundo Léo Farah, o número de mortos após terremotos na Venezuela pode ultrapassar os 100 mil

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela, sendo os mais devastadores em um século.
  • A estimativa preliminar de mortos é de cem mil, mas pode ser maior, segundo Léo Farah, especialista em resgates.
  • As chances de encontrar sobreviventes são maiores nas primeiras 24 horas devido aos "bolsões de ar" formados pelos escombros.
  • O clima tropical e a utilização de cães de busca são fatores que podem aumentar a eficiência dos resgates.

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Os terremotos que atingiram a Venezuela na noite da última quarta-feira (25) entraram para a história como os mais devastadores em um século. Até agora, 589 mortes foram confirmadas, mas esse número pode aumentar à medida em que as buscas avançam nas áreas devastadas.

“Os primeiros reportes que a gente tem são de uma estimativa de até 100 mil mortos, uma estimativa preliminar. Mas eu acredito que, com a minha experiência, esse número vai ser bem maior do que isso”, diz Léo Farah, capitão da reserva dos Bombeiros e CEO da ONG de ajuda humanitária Humus, em entrevista ao Link News.


Equipes de resgate vasculham os escombros resultantes do tremendo terremoto que atingiu a Venezuela.
Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na última quarta (24) Reprodução/Record News

Apesar da extensão da tragédia, Farah pondera que, diferentemente de outros desastres, os terremotos são um dos eventos com mais chances de se encontrar sobreviventes nas primeiras horas do ocorrido.

“Os terremotos, comumente, eles deixam o que a gente chama de espaço vital isolado, o famoso ‘bolsão de ar’, onde a gente pode encontrar pessoas com vida. Diferente de fortes chuvas ou deslizamentos, em que a gente dificilmente consegue encontrar vítimas com vida. Para você ter ideia, nas primeiras 24 horas, ainda há uma chance de 90% de essas vítimas estarem com vida.”


O bombeiro ressalta, no entanto, que as chances de encontrar sobreviventes em meio aos escombros diminuem com o passar dos dias, com o limite sendo geralmente de 10 dias. “Não é impossível. Na Turquia, nossa equipe atuou lá, nós conseguimos retirar, por exemplo, uma criança de 4 anos de idade no décimo dia. Mas não é algo tão comum quanto nas primeiras horas e nos primeiros dias de um evento como esse”, afirma.

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Em um mundo tomado por celulares, hiperconectividade e inteligência artificial, o capitão assegura: “A melhor ferramenta de busca que existe hoje é o cão de busca”. De pouco adiantam os homens em campo se a comunicação não é efetiva. Por isso, Farah acredita que a Venezuela enfrentará um grande desafio por conta da área afetada.


Ele detalha que, segundo estimativa da ONU, 50% a 70% dos resgates são realizados pela população local. “Esse reporte da população local é muito bom. O grande problema é que começam a surgir várias iniciativas de populares, de criarem sites, de criarem ferramentas para tentar ajudar. E, como existe uma duplicidade muito grande, isso pode acabar trabalhando as equipes”, frisa.

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