Capriles afirma que presidência interina de Maduro é ilegítima
Internacional|Do R7
O líder opositor venezuelano Henrique Capriles afirmou nesta sexta-feira que a posse de Nicolás Maduro como presidente interino, prevista para as próximas horas, é ilegítima.
"Este juramento que se vai fazer agora e espúrio", disse Capriles, assinalando que Maduro "não foi eleito presidente por ninguém" e que a oposição não está disposta a "tolerar abusos de poder".
Capriles denunciou a decisão desta sexta-feira do Supremo Tribunal de Justiça que confirmou a presidência interina de Maduro até a realização de eleições, no prazo de 30 dias, após a morte do presidente Hugo Chávez.
Maduro deve ser empossado na Assembleia Nacional na noite desta sexta-feira, sem a presença dos legisladores da oposição .
O líder da oposição estimou que Maduro deveria conduzir o país até as próximas eleições como vice-presidente.
Capriles destacou que o artigo 233 da Constituição estabelece que se a falta absoluta do presidente se produzir durante os primeiros quatro anos do mandato, "se encarregará da presidência da República o vice-presidente".
"É um vice-presidente que se encarrega da presidência, e não um presidente interino", denunciou Capriles, assinalando que a oposição tomará decisões a respeito "nas próximas horas".
O Supremo decretou que Chávez, reeleito em outubro e que deveria tomar posse no dia 10 de janeiro, iniciou seu mandato de fato, apesar de não ser empossado formalmente devido ao câncer.
"Senhores do Supremo, vocês não são o povo, vocês não dizem quem é o presidente e quem não é", afirmou Capriles, governador do estado de Miranda.
Capriles denunciou ainda os governistas que "utilizam a morte do presidente com objetivos eleitorais".
Os deputados da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), integrada por Capriles, decidiram não assistir a posse de Maduro como presidente interino porque consideram "um ato eleitoral" e "uma violação da Constituição".
"Ao mundo e à Venezuela queremos dizer firmemente que hoje não assistiremos a sessão da Assembleia Nacional porque consideramos que é um ato eleitoral a mais, porque consideramos que é uma violação da lei constitucional venezuelana", afirmou o parlamentar Ángel Medina, em coletiva de imprensa na sede da MUD.
"Não assistiremos hoje a Assembleia Nacional porque esta sessão sequer nos está dando a oportunidade de termos o direito à palavra e possamos expressar cada uma das coisas que estamos propondo para o país", afirmou Medina, deputado pelo Partido Ação Democrática (AD), sem dar mais detalhes.
Os 'funerais de Estado' de Chávez ocorreram nesta sexta-feira, em Caracas, na presença de mais de 30 chefes de Estado e de governo.
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