Tanto Rússia quanto EUA têm dificuldades para vencer países menos potentes; veja análise
Ucrânia realizou ofensiva recente que sabotou um dos centros estratégicos de logística militar russa; pesquisador Lier Ferreira comenta
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O porto da cidade de Mariupol, território ucraniano ocupado desde 2022 pelo exército russo, sofreu ataques da Ucrânia nesta quarta-feira (10). Navios, estações elétricas, oficinas de reparo e torres de controle foram danificados por uma série de drones e mísseis lançados durante a ofensiva.
“Esse bombardeio foi muito direcionado para várias subestações elétricas locais, deixando praticamente todo o complexo portuário sem energia e interrompendo, inclusive, as operações de carga e descarga por um tempo que nós ainda não conseguimos estimar”, afirmou o pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense) Lier Ferreira.
Na análise concedida ao Conexão Record News de quarta-feira (10), o especialista alegou que o ataque sabotou a capacidade técnica russa de utilizar o porto como um centro estratégico de logística militar. A destruição de armazéns locais que continham combustíveis também agrava a crise de abastecimento enfrentada pela Crimeia, região ocupada pelos russos desde 2014.
Por fim, Ferreira faz uma observação curiosa entre duas das principais potências do mundo moderno: “É muito interessante nós vermos que [...] tanto a Rússia quanto os Estados Unidos estão vivendo conflitos militares com países cuja força bélica seria significativamente menor do que as suas, mas tendo dificuldade de vencer os seus conflitos. Enquanto isso, os chineses continuam negociando com o mundo, fazendo crescer a sua economia e se tornando a mais confiável das superpotências globais. Olha que paradoxo!”.
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