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‘Pior fotógrafa do mundo’ ganha R$ 280 mil para ‘trabalhar’ na Islândia

Competição de companhia aérea reuniu mais de 127 mil candidatos de 178 países em busca das imagens mais malfeitas possíveis

Internacional|Do R7

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  • A islandesa Icelandair organizou um concurso para encontrar a "pior fotógrafa do mundo", vencido pela francesa Blanche Mortemard.
  • Mortemard superou mais de 127 mil candidatos de 178 países, provando que até fotos malfeitas podem capturar a beleza da Islândia.
  • O portfólio da vencedora inclui fotos com enquadramentos tortos, imagens tremidas e má exposição, destacando sua falta de habilidade.
  • Como parte do prêmio, Mortemard viajará pela Islândia registrando o país, com suas fotos sendo compartilhadas nas redes sociais da Icelandair.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Blanche Mortemard tem a incrível habilidade de tirar fotos com pedaços de pessoas ou borradas Blanche Mortemard/Icelandair

Uma companhia aérea islandesa anunciou ter encontrado a vencedora de um concurso nada convencional: a “pior fotógrafa do mundo”. A escolhida foi a francesa Blanche Mortemard, de Paris, que recebeu um prêmio de US$ 50 mil (cerca de R$ 280 mil) para viajar pela Islândia durante 10 dias, registrando paisagens do país com suas fotografias consideradas desastrosas.

Segundo a empresa Icelandair, Mortemard superou 127.642 candidatos de 178 países na disputa criada para provar que a Islândia é tão bonita que até alguém sem qualquer habilidade fotográfica conseguiria produzir imagens interessantes no país. A campanha viralizou nas redes sociais após ser lançada em março deste ano.


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O portfólio da vencedora chamou atenção por reunir fotos tecnicamente ruins, com enquadramentos tortos, imagens tremidas, má exposição e até partes do corpo aparecendo involuntariamente nas cenas. Entre os registros destacados pela Icelandair estão uma paisagem nevada de Oslo parcialmente coberta por um polegar, uma foto borrada da Estátua da Liberdade e a imagem de uma gaivota dividindo espaço no enquadramento com o que parecia ser o lóbulo da orelha da fotógrafa.

A Icelandair afirmou ter dedicado mais de 2.000 horas ao processo de seleção. Ao final, 13 finalistas foram escolhidos antes da definição de Mortemard como campeã da competição.


“Estamos muito felizes por finalmente termos encontrado nossa fotógrafa ruim”, afirmou Gísli S. Brynjólfsson, diretor global de marketing da companhia. Segundo ele, o projeto repercutiu mundialmente porque muitas pessoas estão cansadas da “perfeição fabricada” das redes sociais e passaram a valorizar mais autenticidade e espontaneidade.

A própria vencedora entrou na brincadeira e afirmou que passou anos “treinando” para o cargo sem perceber. “Durante anos, amigos e familiares perguntaram por que minhas fotos sempre pareciam decepcionantes. Agora finalmente tenho uma resposta”, disse Mortemard. Ela afirmou ainda que o concurso provavelmente foi “a única competição de fotografia” em que realmente teria chance de vencer.


Como parte do prêmio, a francesa vai percorrer a Islândia, registrando o país com seu estilo considerado caótico pela própria companhia aérea. “Vou documentar a Islândia com a confiança de uma fotógrafa profissional e as habilidades de alguém que claramente não é uma”, brincou.

A Icelandair afirmou que a viagem e as imagens produzidas por Mortemard serão acompanhadas pelas redes sociais da companhia ao longo do verão europeu.

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