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FBI desativa sites usados por agentes chineses para recrutar autoridades dos EUA

Suspeitos usaram identidade falsa, IA e roubo de informações de empresas reais para criar sites fraudulentos

Internacional|Holmes Lybrand, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O FBI desativou mais de uma dúzia de sites usados por supostos agentes chineses para recrutar autoridades dos EUA.
  • Os sites serviam como fachada para empresas de consultoria falsas, visando obter informações confidenciais em troca de dinheiro.
  • Os recrutadores usavam vagas de emprego fictícias e pagamentos em criptomoeda para atrair ex-militares e funcionários federais.
  • Os conspiradores utilizavam identidades falsas e conteúdo gerado por IA para enganar os alvos e obter informações sigilosas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Recrutadores pediam artigos sobre temas sensíveis e pressionavam por informações privilegiadas Richard Drew/AP via CNN Newsource

Autoridades federais desativaram mais de uma dúzia de sites que, segundo elas, eram usados por supostos agentes chineses para recrutar ex-funcionários e funcionários atuais americanos com credenciais de segurança.

De acordo com a declaração sob juramento do FBI (Federal Bureau of Investigation) para as ações, várias pessoas não identificadas usaram os sites como fachada para falsas “empresas de consultoria para recrutar indivíduos nos Estados Unidos para obter informações confidenciais e possivelmente secretas em troca de pagamentos monetários”.


Os sites supostamente anunciavam vagas para cargos como “Analistas de Assuntos Internacionais (Remoto)”, Analista de Defesa, “Empregos para Ex-Militares”, bem como cargos genéricos de “consultoria”.

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A declaração sob juramento lista sete pessoas não identificadas que foram recrutadas por meio dos sites e diz que os recrutadores pediram artigos sobre vários assuntos, incluindo as relações entre a China e os EUA, o Irã e a guerra entre Israel e Palestina — tudo isso enquanto pressionavam por informações privilegiadas ou exclusivas.


O FBI acredita que as pessoas que administravam o suposto esquema, que estavam todas localizadas no exterior, agiam “consciente ou inconscientemente” em nome do governo chinês.

Em um comunicado à imprensa na quarta-feira (10), o Departamento de Justiça observou que as pessoas que administravam os sites “negaram qualquer envolvimento de qualquer governo estrangeiro”.


Os sites foram pagos por meio de criptomoeda e bancos estrangeiros. Não está claro se algum material secreto chegou a ser compartilhado por meio da suposta trama.

“Os conspiradores também pagaram os vários recrutas em contas localizadas nos Estados Unidos por meio de pagamentos originados de contas localizadas no exterior”, diz a declaração sob juramento.


O FBI afirma que os conspiradores usaram roubo de identidade, fotos e vídeos gerados por IA (inteligência artificial) e “pagamentos relativamente grandes por relatórios de pesquisa” na tentativa de obter acesso a informações confidenciais.

No ano passado, um relatório do NCIS (Naval Criminal Investigative Service) alegou que atores estrangeiros estavam tentando recrutar funcionários federais e capitalizar sobre os planos do governo Trump para demissões em massa em várias agências, informou a CNN Internacional na época.

Pelo menos um oficial de inteligência estrangeiro orientou um agente a criar um perfil de empresa no LinkedIn e publicar um anúncio de emprego, e a buscar ativamente funcionários federais que indicassem estar “abertos a trabalho”, dizia o documento do NCIS revisado pela CNN Internacional.

Os recrutas visados, segundo o FBI, foram contratados por meio de publicações de vagas relacionadas a tópicos de interesse do governo chinês em sites de busca de emprego, incluindo LinkedIn, Upwork e outros sites semelhantes.

Os conspiradores supostamente copiaram informações e fotos de empresas reais no exterior e as usaram nos sites fraudulentos, de acordo com a declaração sob juramento.

Um dos sites supostamente continha depoimentos do elenco fictício do filme de comédia O Âncora, incluindo o personagem de Will Ferrell, Ron Burgundy, e Brick Tamland, de Steve Carell.

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