Capriles chama de "ilegítimo" juramento de Maduro como presidente interino
Internacional|Do R7
Caracas, 8 mar (EFE).- O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, considerou nesta sexta-feira "ilegítimo" o juramento do vice-presidente, Nicolás Maduro, como presidente interino após o falecimento de Hugo Chávez e que possa ser candidato nas próximas eleições sem renunciar ao cargo. "Esse juramento que vai ser feito agora, nas condições que a estão colocando, esse é um juramento completamente ilegítimo", afirmou Capriles em entrevista coletiva ao criticar uma sentença na qual o Supremo aprovou hoje a possibilidade de Maduro ser candidato sem deixar o cargo de presidente interino. Capriles, derrotado nas eleições de outubro passado pelo agora falecido governante, se declarou "respeitoso pela dor que possa sentir tanto a família como os seguidores do presidente Chávez". "O Supremo Tribunal de Justiça (TRJ) dita uma sentença, e eu acho que é importante que vocês que estão aqui, o mundo, conheçam esses abusos, porque esses abusos estão empurrando tudo para uma linha muito fininha que ninguém quer que arrebente", advertiu. Capriles se referiu à sentença do Supremo que foi divulgada enquanto acontecia o funeral de Estado de Chávez, segundo a qual Maduro, que hoje tomará posse como presidente interino, pode ser candidato presidencial sem renunciar a essa última acusação. "Hoje, dia de dor, o Tribunal, pelo visto a única instituição que hoje trabalhou no país, despachou uma sentença e os senhores diriam: bom, é que a justiça não tem dia de festa. Não, é que isto é uma sentença de conteúdo político, uma fraude", ressaltou. Capriles reiterou suas denúncias no Twitter após a divulgação da decisão, qualificando a decisão do máximo tribunal como "fraude constitucional". A Sala Constitucional do TSJ, em conferência conjunta de seus sete magistrados, indicou que assim que foi "verificada a ausência absoluta" de Chávez "precisa convocar uma eleição universal, direta e secreta" e que Maduro "não é obrigado a deixar o cargo" de presidente interino para participar dela. Como governante encarregado, acrescenta o texto judicial, Maduro "exerce todas as atribuições constitucionais e legais como chefe do Estado, chefe de governo e comandante-em-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana". EFE lb/tr (vídeo)












