Capriles diz que eleições na Venezuela foram "roubadas"
Líder opositor exige que o Conselho Nacional Eleitoral inicie a auditoria sobre as urnas
Internacional|Do R7

O líder opositor venezuelano Henrique Capriles acusou nesta quarta-feira (24) o governo de ter "roubado" as eleições presidenciais de 14 de abril passado, vencidas pelo chavista Nicolás Maduro por estreita margem de votos.
"A verdade, do tamanho do nosso país, é que vocês roubaram as eleições, vocês fraudaram este processo eleitoral e vocês têm que explicar isto ao país e ao mundo", disse Capriles em entrevista coletiva, na qual deu um ultimato ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para que inicie a auditoria sobre as urnas da votação de 14 de abril até esta quinta-feira (25).
"Avisamos ao CNE, depois de amanhã não vamos esperar mais. Vocês assumiram um compromisso [de realizar a auditoria] e eu também assumi um compromisso com os venezuelanos", advertiu Capriles em entrevista na TV venezuelana.
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O CNE anunciou na quinta-feira passada uma auditoria ampliada das urnas eletrônicas das eleições presidenciais, atendendo parcialmente à exigência da oposição, e disse que a recontagem dos comprovantes de votos começaria esta semana.
Logo após a crítica ao CNE, a entrevista de Capriles foi tirada do ar para a exibição de um vídeo, em rede nacional, acusando o líder opositor de incitar a violência pós-eleitoral, que deixou nove mortos e dezenas de feridos no dia seguinte à votação.
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Em protesto pela interrupção da entrevista de Capriles, milhares de pessoas iniciaram um "panelaço" em várias regiões de Caracas.
"A rede nacional agora, por que motivo? Para evitar que as pessoas saibam a verdade", reagiu Capriles, destacando que é um exemplo do "medo" do governo sobre a verdade da fraude nas eleições presidenciais.
Capriles, derrotado por menos de 265 mil votos, afirma que ocorreram irregularidades na votação que podem ser demonstradas pela auditoria, levando à "repetição parcial" do processo eleitoral.
Entre as irregularidades denunciadas pela oposição estão votos emitidos por pessoas já falecidas e eleitores que votaram mais de uma vez.
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