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Capriles impugnará eleições venezuelanas formalmente nesta 5º feira

Internacional|Do R7

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Caracas, 1 mai (EFE).- O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, informou nesta quarta-feira que impugnará formalmente os resultados das eleições gerais amanhã perante a Suprema Corte de Justiça (TSJ). "Amanhã vai a ser apresentada a impugnação perante o TSJ, como dissemos, para esgotar toda a institucionalidade", indicou Capriles aos jornalistas durante a manifestação do Primeiro de Maio organizada pela oposição. O líder e ex-candidato presidencial opositor não reconhece os resultados das eleições do último 14 de abril, os quais deram a vitória a Nicolás Maduro. Por causa de uma estreita margem de votos, cerca de 250 mil, Capriles pediu uma recontagem e, posteriormente, a auditoria de 100% dos sufrágios com base na revisão dos recibos de votação, nas atas e nos cadernos eleitorais. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) decidiu fazer essa revisão, mas sem autenticar as marcas dos cadernos eleitorais, o que levou Capriles a se desvincular dessa auditoria. "Embora esteja ciente da realidade, nós vamos esgotar toda a institucionalidade e todas as instâncias internas", indicou Capriles ao reconhecer a falta de expectativa por parte do máximo tribunal em relação a sua reivindicação. O líder opositor assinalou que não tem "nenhuma dúvida que este caso vai terminar na comunidade internacional". "Este caso vai a terminar percorrer cada país onde houver democracia", acrescentou Capriles. "Esta crise política foi gerada pelo próprio Governo", completou o opositor ao lembrar que, na noite de 14 abril, Maduro aceitou a revisão dos votos. Em suas declarações de hoje, Capriles rejeitou mais uma vez a "auditoria chimba" (mal feita) que foi articulada pelo CNE. Nesta quarta-feira, Capriles também defendeu a luta da oposição, que, segundo ele, parte em busca da verdade, e convocou seus simpatizantes a protestar de forma pacífica. "Nossa luta é uma luta pela verdade e a verdade tem que imposta de forma pacífica", afirmou o opositor ao assegurar que o governo de Maduro é "frágil", "ilegítimo", "tem pés de barro" e "pode cair a qualquer momento". "Este governo vai cair com base nos mecanismos que a própria Constituição estabelece", indicou. O governo, por sua vez, acusou diretamente a Capriles pelos incidentes registrados após os protestos da oposição, os quais deixaram um saldo de 10 mortos, algo que o líder opositor responsabilizou o Executivo de Maduro. EFE jlp/fk

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